Enquanto o governo Lula defendeu o PIX gratuito, os Bolsonaros elogiaram o Zelle norte-americano, um sistema privado que pode cobrar tarifas
Quem usa o PIX no dia a dia, do feirante em Goiânia ao servidor que paga contas pelo celular, precisa saber que ele está na mira do governo de Donald Trump. Trump é aliado político da candidatura de Flávio Bolsonaro.
O governo norte-americano alega que o PIX prejudica operadoras de cartão dos Estados Unidos, como Visa e Mastercard. Em julho de 2026, os EUA aplicaram uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, após uma investigação comercial que incluiu o PIX, o comércio digital, o etanol, a propriedade intelectual e o desmatamento.
Dois lados da história
O governo Lula protegeu o PIX e fechou novas parcerias com outros países para a compra de produtos brasileiros. Já Eduardo Bolsonaro defendeu que o Brasil adotasse o “PIX dos EUA”, citando o Zelle.
A diferença é grande. O PIX é rápido, acessível e gratuito para pessoas físicas na maioria das operações. O Zelle é um sistema privado, e cada banco decide se cobra tarifas dos correntistas.
Mais que o PIX
O relatório norte-americano também atacou outras decisões brasileiras:
- as multas e ordens judiciais para remover conteúdos e perfis que espalhavam mentiras e violência nas plataformas de big techs;
- a tarifa de 18% sobre o etanol americano, que protege o produto brasileiro. A medida interessa a Goiás, um dos grandes produtores de etanol do país;
- a suposta proteção insuficiente a patentes e marcas dos EUA.
Por que isso importa
Soberania não é um conceito abstrato. Ela aparece no bolso do trabalhador, na proteção da produção nacional e na autonomia para decidir as políticas do país. Escolher um presidente alinhado aos interesses de outro governo coloca tudo isso em risco, e o servidor público, que depende de um Estado forte e independente, sente primeiro.
Sintsep-GO com informações da Condsef/Fenadsef
Imagem: IA



