Condsef/Fenadsef alerta para os efeitos da taxa elevada sobre os recursos públicos e a economia
A manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano reacendeu o debate sobre os impactos da política monetária na economia e na capacidade de investimento do poder público. A decisão foi tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, na quarta-feira, 4 de novembro.
Em matéria publicada no dia 5, a Condsef/Fenadsef destacou que o Brasil permanece entre os países com as maiores taxas de juros reais do mundo. A taxa real considera os juros descontada a inflação, permitindo uma comparação do rendimento acima da variação dos preços.
De acordo com levantamento citado pela Confederação, a taxa real brasileira era de 8,77% ao ano, considerando a inflação acumulada em 12 meses.
Efeitos para a sociedade
A política de juros influencia o custo do crédito para famílias e empresas e também afeta as despesas do governo com a dívida pública. Na avaliação da Auditoria Cidadã da Dívida, citada pela Condsef/Fenadsef, juros elevados beneficiam os detentores de títulos da dívida e pressionam os recursos que poderiam ser destinados a outras necessidades da população.
O Banco Central utiliza a taxa de juros como instrumento de controle da inflação. Ao mesmo tempo, o debate sobre seu patamar envolve os efeitos do crédito mais caro sobre o consumo, a atividade econômica e os investimentos.
Para os servidores públicos federais e a população goiana, acompanhar essa discussão é importante: as escolhas econômicas e orçamentárias influenciam as condições de financiamento de serviços essenciais, como saúde, educação e assistência social.
Com informações da Condsef/Fenadsef
Foto: Roberto Parizotti



