Direção irá avaliar situação no próximo dia 15 de abril, quando haverá nova reunião presencial

Em reunião nesta quinta-feira, 2/4, a direção do Sintsep-GO, seguindo as recomendações governamentais e da Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu manter a entidade em isolamento social pelo menos até o dia 14 de abril devido à pandemia do novo coronavírus. As medidas valem para a sede administrativa, Casa de Apoio e flats de lazer no Nobile Inn Thermas Place. Segundo o presidente da entidade, Ademar Rodrigues, a situação será reavaliada pela direção no dia 15/4, quando haverá uma nova reunião presencial.

“Mesmo com o isolamento, estamos mantendo a atuação dos diretores através de plantão via telefone/whatsapp. Da mesma forma está atuando o nosso setor jurídico, que também pode ser acionado por essas ferramentas. É muito importante que os trabalhadores saibam que podem contar com o Sintsep-GO, mesmo neste momento, nessas condições. Sobretudo os trabalhadores da Saúde, que estão na linha de frente do combate ao covid-19. Caso haja alguma denúncia, falta de equipamentos de proteção individual, desrespeito às medidas do governo relacionadas ao grupo de risco, nos acione para que a entidade tome providências”, afirma Ademar.

A direção do Sintsep-GO aproveitou a oportunidade para manifestar o repúdio às atitudes do presidente Jair Bolsonaro frente à crise do coronavírus. Ademar classificou como “intolerável” o desvirtuamento do discurso do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, por parte de Bolsonaro – que foi imediatamente desmentido em rede nacional ao término de seu pronunciamento.

“A falta de comprometimento de Bolsonaro com a população brasileira, sobretudo a mais vulnerável, é uma coisa perversa. Ele ajuda os bancos com trilhões de reais, mas oferece resistência a um auxílio de R$ 600 aos trabalhadores informais, que só saiu por intervenção do Congresso Nacional”, destacou o dirigente do Sintsep-GO.

“Precisamos pontuar: desde o início, Jair Bolsonaro faz chacota com a situação. Contrariou orientações sanitárias dos profissionais de saúde, divulgou mentiras e fake news, edita medidas para favorecer empresários e prejudicar os trabalhadores e, como se não bastasse tudo isso, seu ministro da economia cria obstáculos para distribuir uma pequena renda emergencial de três meses que o Congresso aprovou para os milhões de desempregados, informais e autônomos e que são os mais vulneráveis à contaminação”, analisa Ademar.

Muitos, neste momento, afirmam que não é hora de “discutir política”. Política partidária, eleitoral, certamente que não. Mas são as políticas públicas que antecedem todas as ações do governo, e são elas que determinam a capacidade de enfrentamento das crises e dificuldades. Portanto, a maior política pública que deve ser priorizada, neste momento, é a defesa da vida. E para defender a vida de milhares de pessoas o governo tem que abrir mão de medidas que estancam os investimentos no setor público. O governo tem que complementar renda dos mais vulneráveis, incondicionalmente. Tem que manter a remuneração dos servidores, sobretudo da Saúde, que estão na linha de frente da pandemia. Não há que se falar em cortes, demissões, reduções, suspensões. Pelo contrário, é preciso priorizar a população brasileira, o trabalhador brasileiro, formal e informal, garantir o mínimo de renda e dignidade, preservar as quarentenas para que o número de mortos e infectados não suba a patamares que superlotem o nosso heroico Sistema Único de Saúde (SUS).

“Em vez de pensar em diminuir renda da classe trabalhadora, pública e privada, porque não se tributar as grandes fortunas? Por que não tirar do que está sobrando para ajudar a estancar a crise, em vez de tirar daqueles que já tem pouco? Esse governo que aí está não apoia os trabalhadores brasileiros. Bolsonaro, na nossa opinião, já perdeu todas as condições de continuar governando”, finalizou o presidente do Sintsep-GO.

Plantão Sintsep-GO

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  • Gilberto Jorge Cordeiro (vice-presidente): 61 99149-6227.
  • Vicente G. Ribeiro (tesoureiro): 62 98418-1503.
  • José Roberto (secretário-geral): 62 99949-9131.
  • Márcia Jorge (diretora): 62 98418-1502.
  • Vilmar Martins (diretor): 12 99122-2443.
  • Dulce Costa (diretora): 62 98188-0022.