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Dando continuidade aos atos e manifestações “Fora Temer” e “Diretas Já”, o Fórum Nacional dos Servidores Federais se reúne esta semana para avaliar o cenário e definir novo calendário de luta

Considerada a maior marcha da classe trabalhadora da história do Brasil, o Ocupa Brasília deixa algumas lições para a sociedade. Se por um lado fica claro o poder de organização e mobilização dos trabalhadores, que colocou cerca de 200 mil pessoas no centro de Brasília para defender seus direitos, por outro lado, coloca em relevo a fragilidade de um governo que nasceu a partir de um golpe parlamentar e que precisa recorrer a métodos autoritários porque não consegue dialogar com a população. Assim foi o 24 de maio de 2017. Uma data que entra para história do país como o dia da Marcha dos 200 mil.

Dando continuidade aos atos e manifestações “Fora Temer” e “Diretas Já”, o Fórum Nacional dos Servidores Federais se reúne esta semana para avaliar o cenário e definir novo calendário de luta, o qual deverá ser agregado ao que for definido pela CUT e demais centrais sindicais. Já está sendo analisada a possibilidade de uma nova greve geral, dessa vez de 48 horas.

“O Sintsep-GO vai trabalhar junto à Condsef para colocarmos peso em atos nos Estados. No caso de greve, por exemplo, os atos regionais conseguem ter mais capilaridade junto à população, promovem esclarecimento e alcançam maior mobilização”, analisa o presidente da entidade, Ademar Rodrigues.

Nota oficial
Em nota divulgada sobre o Ocupa Brasília, os trabalhadores repudiaram o decreto do presidente ilegítimo Michel Temer de convocar as Forças Armadas para reprimir uma manifestação pacífica da classe trabalhadora. “Temer não tem coragem de enfrentar as ruas, de sair do Palácio do Planalto ou do Jaburu – onde na calada da noite realiza todo tipo de negociata – para dialogar com a sociedade e lança mão de um aparato da ditadura militar para intimidar os trabalhadores. Vamos continuar lutando, com todos os princípios democráticos, pelos nossos direitos e pelo restabelecimento da democracia, democracia essa quebrada com o golpe de 2016.”, ressaltou o secretário geral da Condsef, Sérgio Ronaldo.

Além de repudiar o decreto presidencial que colocou o Exército na rua para reprimir os manifestantes do Ocupa Brasília, a nota da Condsef ratifica sua posição contrária à depredação do patrimônio público. A destruição de alguns ministérios durante a marcha do dia 24 é fato isolado, que não corresponde com o sentimento democrático e pacífico da grande maioria dos trabalhadores que participaram da atividade.

É bom que se diga também que tais depredações não desqualificam o caráter político e legítimo do Ocupa Brasília, como vem tentando fazer alguns veículos de comunicação. Essa narrativa midiática minimiza a truculência e a repressão com que os trabalhadores foram recebidos, o que contribui para naturalizar tamanha violência.

O Ocupa Brasília foi convocado pela Frente Brasil Popular, pelo Povo sem Medo, pela CUT e demais centrais sindicais. A atividade teve como objetivo cobrar do governo e do Congresso Nacional o arquivamento das reformas trabalhista e da Previdência, que retiram direitos trabalhistas e ferem de morte a aposentadoria da classe trabalhadora. Além do mais, a marcha pedia a renúncia de Michel Temer e eleições diretas para o país.

Fonte: Sintsep-GO com Condsef (editada)