fbozo2Com o mote “Vacina no Braço, Comida no Prato – Fora Bolsonaro e Mourão”, a direção do Sintsep-GO se uniu a milhares de manifestantes em Goiânia na manhã de sábado (29/5), exigindo o fim do governo miliciano e genocida. A concentração do ato em Goiânia, que reuniu 420 mil pessoas em todo o país, teve início às 9 horas, na Praça Cívica. O itinerário da caminhada passou pela Avenida Araguaia, cruzando a Anhanguera com destino à Praça do Trabalhador. Outras cidades do interior goiano também participaram do protesto.

Na pauta, além da gestão fracassada da pandemia, por conta das quase 460 mil mortes registradas e pela demora em negociar as vacinas contra a Covid-19, estavam a manutenção do auxílio emergencial de R$ 600, o fim do sucateamento das Universidades Federais e a anulação da “deforma” administrativa (PEC 32).

De acordo com estimativa dos organizadores, cerca de 20 mil pessoas participaram da atividade, que reuniu sindicalistas, estudantes e integrantes da sociedade civil organizada. “Nós demos o nosso recado à sociedade e ao país. A mobilização está crescendo e vários segmentos sociais perceberam que tirar Bolsonaro e sua milícia representa uma questão de sobrevivência, de manutenção da democracia e da retomada de um projeto de país”, afirma o presidente do Sintsep-GO, Ademar Rodrigues.

“Vários comerciantes e pedestres que estavam no caminho da passeata e da carreata aplaudiram a iniciativa, demonstrando que a população brasileira já entendeu que o primeiro passo para sairmos da crise sanitária, social e economia na qual o país está mergulhado é acabarmos com esse desgoverno”, complementou o sindicalista. Confira, no vídeo abaixo, um resumo do 29 de maio em Goiânia:


Violência policial em Pernambuco
Os atos foram pacíficos e, em muitos locais, a Polícia Militar (PM) se limitou a acompanhar de longe. Em Recife, porém, a tropa de choque resolveu, sem que nada houvesse ocorrido, atirar balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio para dispersar o ato que se encaminhava para o final. Dois homens que passavam pelo local e nem participavam do ato foram atingidos e perderam um olho cada. A vereadora Liana Cirne (PT) se aproximou de uma viatura para dialogar com os policiais e tentar impedir uma tragédia ainda maior e foi atingida com spray de pimenta nos olhos. O governador Paulo Câmara (PSB) afastou o comandante da PM e os policiais envolvidos na operação e mandou abrir uma investigação.

‘Governo mais letal que o vírus’
A presidente da União Estadual dos Estudantes em Goiás, Thaís Falone, avalia o cenário como catastrófico. Em meio a quase 460 mil vidas perdidas pela Covid-19, cortes de orçamento das universidades públicas e uma reforma administrativa em tramitação no Congresso Nacional. Acrescente aí, uma negociação que demorou a ser concretizada para aquisição de vacinas, demorando a imunização da população brasileira. Essa cena impulsionou à ida as ruas, mesmo em meio à pandemia, de acordo com Thaís. “Não dava mais para ficar em casa vendo todo esse estrago”, destacou.

“As pessoas foram as ruas hoje e nós que somos dirigentes de entidades sindicais e estudantis e movimentos organizados entendemos que não dava mais para segurar. Precisamos ir às ruas porque o governo hoje está mais letal que o próprio vírus. O governo está trazendo mais riscos que o próprio coronavírus. Esse governo que está apresentando o menor orçamento para as universidades públicas e educação. Esse governo que está passando a PEC 32 da reforma administrativa, que negou 11 vezes a compra de vacinas e que matou mais de 450 mil pessoas. A gente precisa tirar esse presidente antes de 2022 senão os estragos serão maiores para o nosso país. Por isso hoje fomos para as ruas, porque esse governo está mais perigoso que o vírus”, concluiu.

Sintsep-GO com informações do Diário de Goiás