.

Reunião acontece uma semana após juiz ouvir entidades representativas dos empregados, como a Condsef/Fenadsef e representantes dos médicos e enfermeiros

Quase um ano depois de ter protocolado a pauta de reivindicações dos empregados da Ebserh – em dezembro de 2016 –, os representantes dos trabalhadores do órgão participam, na próxima sexta-feira, dia 6, de uma reunião no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, para discutir o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2017/2018 do setor. A audiência de conciliação é o fruto da intransigência da direção da Ebserh, que não avançou nas várias rodadas de negociações com os trabalhadores, chegando a oferecer zero de reajuste e a ameaçar retirada de benefícios dos funcionários.

A audiência será mediada pelo juiz auxiliar da Vice-Presidência do TST, Rogério Neiva Pinheiro, o mesmo que solicitou a suspensão da greve dos trabalhadores da Ebserh, iniciada nacionalmente no dia 19 de setembro. Antes da audiência de sexta, na quinta, dia 5, a Condsef/Fenadsef realiza uma reunião preparatória com a comissão nacional dos funcionários da Ebserh, para discutir as estratégias para o dia seguinte.

“Conseguimos sair do impasse que estávamos e, a partir da mediação do TST, abrir um canal de diálogo com a direção da Ebserh. Esse cenário já se repete há três anos. A Ebserh precisa estar no banco dos réus, na presença do juiz, para negociar. Já virou regra”, salienta o secretário geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo, se referindo à mediação do TST nos acordos coletivos da Ebserh de 2014, 2015 e 2016.

Consenso
Na semana passada, dia 29 de setembro, o juiz Rogério Neiva se reuniu com as entidades que representam os trabalhadores da Ebserh, como a Condsef/Fenadsef e representação dos médicos e enfermeiros. Na ocasião, os sindicalistas expuseram as várias tentativas de negociação por parte dos trabalhadores e a intransigência da empresa.

Explicaram não ter condições de aceitar zero de reajuste, enquanto a inflação do período está em quase 5%. Disseram ainda ter apresentado como propostas várias cláusulas sociais sem impacto financeiro, como teria solicitado a empresa, mas que não foram consideradas. Rogério Neiva se comprometeu em ouvir a direção da Ebserh e o Ministério do Planejamento para buscar um consenso entre as partes.

Fonte: Condsef/Fenadsef