Fórum Goiano em Defesa dos Direitos, da Democracia e Soberania, em função do avanço da pandemia, em defesa da vida e em respeito às autoridades de Saúde, cancelou ato na Praça Universitária nesta quarta-feira, 18/3

Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais se uniram para exigir do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) e do Congresso Nacional, medidas que protejam os trabalhadores e que parem de ignorar o avanço da pandemia do coronavírus (Covid-19), que já matou mais de 6.470 pessoas em 146 países.

Além dos danos à saúde, tem os danos à economia, mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, insiste em pressionar o Congresso Nacional para acelerar a tramitação de pautas como a reforma Administrativa e a Medida Provisória (MP) 905. As duas medidas são devastadoras para trabalhadores e trabalhadoras, da iniciativa privada e do setor público, que perderão mais direitos.

Goiás
Em Goiás, o Fórum Goiano em Defesa dos Direitos, da Democracia e Soberania, do qual o Sintsep-GO faz parte, em função do avanço da pandemia, em defesa da vida da população e em respeito às orientações das autoridades de Saúde, decidiu pela suspensão de todas as atividades de rua programadas para este 18 de Março, Dia Nacional de Lutas, Protestos e Paralisações e em Defesa dos Serviços Públicos, Empregos, Direitos e Democracia. A concentração que estava marcada para as 16 horas, na Praça Universitária, está cancelada, portanto.

“No entanto, as paralisações nos respectivos locais de trabalho e a massificação das nossas bandeiras de luta nas redes sociais estão mantidas”, afirma o presidente do Sintsep-GO, Ademar Rodrigues. Neste sentido, as entidades que integram o fórum construíram uma nota conjunta, que reforça as seguintes pautas de luta:

  • Contra as PECs e a Reforma Administrativa que destroem o Serviço Público;
  • Pela imediata revogação da Emenda Constitucional 95, que congelou o orçamento da União;
  • Por mais recursos já para o Sistema Único de Saúde – SUS, para a Educação,a Ciência e a Tecnologia;
  • Pela garantia de proteção adequada aos trabalhadores em saúde (condiçãode trabalho e estrutura) que atuam ou atuarão no atendimento de pessoasacometidas pelo COVID-19; 
  • Por medidas urgentes de geração de emprego e renda e a suspensão da votação de projetos que prejudicam a classe trabalhadora como a Medida Provisória 905, do Contrato Verde e Amarelo;
  • Por medidas urgentes para proteção da população que necessita do transporte publico e trabalham em locais de aglomerações.

>> A nota completa pode ser acessada clicando aqui.

Nacional
Para as centrais sindicais é necessário que haja um suporte aos trabalhadores neste momento, não somente no que diz respeito à prevenção e cuidados com a saúde, mas também para garantir a manutenção de seus empregos e renda, em caso de ser decretado isolamento total no País. 

Sérgio Nobre, presidente da CUT Brasil, afirma que “a situação é grave e para enfrentá-la, possivelmente será preciso que pessoas fiquem em casa. E durante esse tempo, longe do trabalho, elas têm de sobreviver e esse custo não pode ser colocado nos trabalhadores”.

Nunca antes na história
O Brasil tem um agravante na questão da disseminação. As próximas estações – outono e inverno – naturalmente oferecem condições maiores para o desenvolvimento de doenças respiratórias e para a disseminação do vírus. Os dirigentes temem que os efeitos da pandemia sejam ainda piores que em outros países.

Para impedir o avanço do vírus, na Europa, países como Espanha, França, Alemanha, Polônia, Áustria, Portugal, entre outros, decretaram quarentena e determinaram restrições à circulação de pessoas e o governo fechou lojas, restaurantes, escolas e locais de grande circulação, além de liberar recursos para manter a renda dos trabalhadores, como é o caso da Alemanha e da Itália.

As centrais também criticaram a postura do presidente da República que saiu às ruas e cumprimentou manifestantes que protestavam contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal no domingo (15/3) mesmo tendo sido orientado a ficar em isolamento.

Sintsep-GO com CUT-GO e CUT Nacional