Nós lutamos. Lutamos muito para que os resultados das eleições, neste 2018, fossem diferentes. Acreditamos no campo democrático popular. Acreditamos em um governo voltado para as reais necessidades e para o desenvolvimento da classe trabalhadora brasileira e, consequentemente, para o crescimento real do país, junto com seu povo.

Este dia 28 de outubro, dia do Servidor Público, marcou duas coisas. A primeira delas, o ingresso do Brasil em tempos difíceis, que nos remetem aos anos e a vários aspectos vivenciados no período da Ditadura Militar. Discursos e atitudes com tons fascistas, advindos do agora presidente eleito, colorem de vermelho nossas preocupações verde-amarelas. O vermelho do sangue dos trabalhadores brasileiros, sacrificados com a Reforma da Previdência, com as privatizações de nosso patrimônio, com os cortes de investimentos no setor público, com o incentivo à violência e à intolerância, com a perseguição e a mordaça aos que pensam em outros tons de vermelho, rosa, azul…

Quando iniciamos as movimentações para fundar nossos sindicatos, antes mesmo de sua legalização, o cenário ainda era assim: o terror. Embora fosse menos liberal na economia, a tônica do Estado fosse mais protecionista, nós já tínhamos que “resistir para existir”. Ou seja, lutar, para nós, não é coisa nova. Muito embora a idade do corpo talvez não nos favoreça, ainda possuímos no coração, vermelho, os mesmos ideais de liberdade, justiça social, emancipação da classe trabalhadora, por um Brasil de todos e todas.

E, graças a essas eleições, descobrimos mais de 44 milhões de brasileiros que, como nós, também pensam assim. Também se sentem assim.

Nós não vamos torcer pelo “quanto pior melhor”. Isso não faz parte de nosso caráter. Mas vamos lutar, incessantemente, para que este governo não nos dilapide mais. Frente a toda tentativa de retirada de direitos, de retrocesso político, nós seremos resistência. Sempre.

Nós somos o Sintsep-GO. Nós somos classe trabalhadora.