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Numa demonstração de unidade entre as centrais sindicais, ruas do centro de Goiânia foram tomadas pela classe trabalhadora, que disse não à terceirização

Pela estimativa do vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT-GO), Ademar Rodrigues de Souza, que é também diretor de Finanças do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de Goiás (Sintsep-GO), cerca de 2 mil pessoas participaram na manhã desta quarta-feira, dia 15, do ato de protesto convocado pelas centrais sindicais contra o Projeto de Lei (PL) 4330, o da terceirização.

Os manifestantes começaram se concentrando na Praça do Bandeirante no Centro de Goiânia e as lideranças foram se revezando ao microfone. Muitas vozes e um só mote: a classe trabalhadora não aceita a terceirização sem limites e repudia o voto dos 16 deputados da bancada goiana que votaram a favor do PL 4330. E deram o nome de todos eles em alto e bom som. Do PSDB, Alexandre Baldy, Célio Silveira, Delegado Waldir, Fábio Sousa, Giuseppe Vecchi e João Campos. Do PP, Sandes Júnior e Roberto Baçestra. Do PMDB, Daniel Vilela e Pedro Chaves. Do PDT, Dlávia Morais; Heuler Cruvinel do PSD; Jovair Arantes do PTB; Lucas Vergílio do SD; Magda Mofatto, do PR; e Marcos Abrão do PPS.

“Terceirização representa arrocho salarial, condições de trabalho insalubres, adoecimento e trabalho análogo à escravidão”, pontuou a presidenta da CUT-GO, Bia de Lima, que chegou ao ato conduzindo uma grande carreata do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (Sintego), entidade também presidida por ela. A sindicalista relatou os dados apurados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese):o trabalhador terceirizados permanece três anos a menos no emprego; recebe salário 25% menor; está mais exposto a acidentes de trabalho (nada menos que oito em cada dez mortes); e 90% dos trabalhadores resgatados em condições análogas à esccravidão são terceirizados.

Esta e outras questões pertinentes aos problemas que surgem atrelados ao PL 4330 foram expostas a todos os veículos da mídia que estiveram na cobertura do evento. Diante da maciça concentração de trabalhadores e trabalhadoras no ato de protesto, que foi engrossado pela chegada dos servidores da Saúde municipal, em greve para garantir seus direitos, decidiu-se fazer uma passeata, que percorreu a Avenida Anhanguera da Praça do Bandeirante até o Palácio da Indústria, na Avenida Tocantins, onde as lideranças sindicais novamente deixaram claro as mazelas embutidas no PL 4330.

Do Palácio da Justiça, novamente os manifestantes se puseram em marcha, até o Palácio Pedro Ludovico Teixeira, sede administrativa do governo de Goiás, na Praça Cívica, onde deixaram claro que não será aceita a terceirização que vem patrocinada, nos órgãos do Estado, pelo governador Marconi Perillo.

Fonte: CUT-GO