Eleições 2019

Eleições 2019/2022: Sintsep-GO divulga lista de filiados aptos a votar

Conforme determinação do Estatuto do Sintsep-GO, a Comissão Eleitoral para as Eleições do Triênio 2019/2022 divulga a lista de filiados e filiadas aptos a votarem no pleito do dia 11 de março de 2019. Clique aqui para conferir a lista com os nomes.

De acordo com o edital de convocação de Assembleia geral Extraordinária para as Eleições do Sintsep-GO do triênio 2019/2022, a votação ocorrerá das 9 às 17 horas, nas seguintes localidades: Sintsep-GO (sede administrativa); Ibama; DFA Praça Cívica; DFA Laboratório; DNPM/DMME; Conab; DAMF Praça Cívica; Receita Federal; SRTE (Av. 85); SRTE (Praça Cívica); Dnit; Incra; Inmetro; Sesai (antiga Casa de Saúde Indígena); Funasa (sede); SES/GO (Regional Central e Centro-Sul); AGU/Funai; Funasa (Anápolis); SRTE (Anápolis); Base Aérea (Anápolis); Inmetro (Anápolis); Receita Federal (Anápolis); CNEN (Abadia de Goiás); Senador Canedo; Aparecida de Goiânia; Santa Helena; Quirinópolis; São Simão; Itumbiara; Goiatuba; Pontalina; Piracanjuba; Morrinhos; Caldas Novas; Pires do Rio; Catalão; Luziânia; Formosa; Simolândia; Posse; São Domingos; Campos Belos; Jaraguá; Goianésia; Rialma; Ceres; Nova Glória; Rubiataba; Uruaçu; Niquelândia; Mara Rosa; Porangatu; Goianira; Inhumas; Itapuranga; Cidade de Goiás; Itapirapuã; Jussara; Iporá; Caiapônia; Piranhas; Aragarças; Trindade; São Luís de Montes Belos; Funasa (Rio Verde); Jataí e Mineiros.

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Pagamento da insalubridade está próximo de ser resolvido

Uma intervenção do Sintsep-GO, por meio da Condsef/Fenadsef junto ao Ministério da Saúde (MS), trouxe boas notícias aos servidores que tiveram corte no pagamento da insalubridade. Gilberto Jorge, diretor do Sintsep-GO e da Condsef, conseguiu documento do Coordenador-geral de Gestão de Pessoas, Ademir Lapa, assegurando que as unidades regionais do MS vão realizar o cadastramento dos laudos ambientais para caracterização da insalubridade, assegurando o direito daqueles que fazem jus ao adicional.

O presidente do Sintsep-GO, em contato com a chefe de gestão de pessoas do Ministério da Saúde em Goiás, Marli Sorel, assegurou que o médico do trabalho do MS/GO “irá analisar os laudos vigentes, para adequá-los, aprová-los ou não – de acordo com cada caso – e realizará ainda a perícia naqueles que não os possuírem”, informa Ademar.

Segundo Ademar, a coordenação do Ministério da Saúde garantiu que as insalubridades que foram cortadas serão pagas retroativamente, no prazo máximo de três meses, para aqueles que tiverem direito comprovado ao adicional.

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Geap lança edição 2019 do Refis

A Geap Saúde vai lançar, na próxima segunda-feira (18), a edição 2019 do Programa de Refinanciamento de Dívidas (Refis). O prazo de adesão vai até o dia 16 de agosto deste ano. Os interessados devem ligar para a Central Nacional de Teleatendimento pelo número 0800 728 8300 ou procurar as Gerências Estaduais da Geap.

Na edição deste ano o Refis está trazendo uma novidade: os beneficiários que fizerem adesão nos primeiros 45 dias (até as 18h do dia 03/04/2019) poderão negociar as dívidas contraídas até setembro de 2018. Após esse prazo inicial, só poderão ser negociadas dívidas contraídas até junho do ano passado.

É válido, ainda, lembrar que não poderão aderir ao Refis 2019 os beneficiários que aderiram ao Refis 2018 (com prazo encerrado em 14 de janeiro de 2019) ou às edições dos anos anteriores.

Os beneficiários precisam estar atentos, ainda, aos 5 cenários diferentes apresentados:

1º cenário:
No primeiro cenário, serão negociadas as dívidas de até R$ 1.000,00. Os beneficiários terão desconto de 10% no valor total da dívida. O saldo resultante poderá ser dividido em até 17 parcelas. Contudo, se eles quiserem pagar o saldo resultante à vista, ainda terão mais 10% de desconto sobre este valor. O valor mínimo da parcela é de R$ 50,00.

2º cenário:
No segundo cenário, serão negociadas as dívidas a partir de R$ 1.000,01 até R$ 2.000,00. Os beneficiários terão desconto de 20% no valor total da dívida. O saldo resultante poderá ser dividido em até 31 parcelas. Contudo, se eles quiserem pagar o saldo resultante à vista, ainda terão mais 10% de desconto sobre este valor. O valor mínimo da parcela é de R$ 50,00.

3º cenário:
No terceiro cenário, serão negociadas as dívidas a partir de R$ 2.000,01 até R$ 4.000,00. Os beneficiários terão desconto de 35% no valor total da dívida. O saldo resultante poderá ser dividido em até 51 parcelas. Contudo, se eles quiserem pagar o saldo resultante à vista, ainda terão mais 10% de desconto sobre este valor. O valor mínimo da parcela é de R$ 50,00.

4º cenário:
No quarto cenário, serão negociadas as dívidas a partir de R$ 4.000,01 até R$ 12.500,00. Os beneficiários terão desconto de 45% no valor total da dívida. O saldo resultante poderá ser dividido em até 60 parcelas. Contudo, se eles quiserem pagar o saldo resultante à vista, ainda terão mais 10% de desconto sobre este valor. O valor mínimo da parcela é de R$ 50,00.

5º cenário:
No quinto cenário, serão negociadas as dívidas a partir de R$ 12.500,01. Os beneficiários terão desconto de 90% no valor total da dívida. O saldo resultante poderá ser dividido em até 60 parcelas. Contudo, se eles quiserem pagar o saldo resultante à vista, ainda terão mais 10% de desconto sobre este valor. O valor mínimo da parcela é de R$ 50,00.

Fonte: GEAP

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Goiás: SES diz que servidores cedidos do MS/Funasa, com ônus para o governo federal, continuam no Estado

Entendimento da Secretaria Estadual de Saúde é de que ofício de devolução, editado pela Casa Civil, não diz respeito a servidores federais que são cedidos com ônus para o órgão de origem como, por exemplo, os do Ministério da Saúde, cujos salários são pagos pelo governo Federal, e não pelo Estado

O governo de Goiás, por meio do Ofício Circular nº 1/2019, da Secretaria da Casa Civil, informou, dia 11 de fevereiro, que não renovará as cessões dos servidores de outros órgãos e poderes, cedidos ao governo Estadual, com ônus para o cessionário (ou seja, custeados pelo tesouro estadual). De acordo com o documento, os servidores deverão retornar aos órgãos de origem até o dia 1º de março.

Preocupado com a situação dos servidores federais cedidos – como os do Ministério da Saúde, por exemplo – o Sintsep-GO levou o questionamento ao departamento de recursos humanos da Secretaria Estadual de Saúde.

“Importante destacar que o ofício circular faz referência aos servidores cedidos de outros órgãos e poderes com ônus para o governo de Goiás, que é o cessionário, e não para o órgão de origem. Mesmo sabendo disso, nós procuramos a Secretaria Estadual de Saúde e a resposta que nós tivemos é que, como os servidores do Ministério da Saúde cedidos ao Estado não são custeados pelo Estado, mas pelo governo Federal – ou seja, são cedidos com ônus para o órgão de origem – a situação deles não seria alterada e eles continuariam na SES”, esclarece Vicente Ribeiro, tesoureiro do Sintsep-GO.

“Mas, caso o governo resolva adotar outro posicionamento em relação aos companheiros, o sindicato estará aqui para analisar a situação de cada filiado, como sempre fizemos, no intuito de tentar auxiliar da melhor forma possível”, complementa o diretor.

Além do esclarecimento informal já obtido, o Sintsep-GO vai solicitar à Secretaria um documento oficial com o referido posicionamento do órgão.

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Administração pública terá novas regras para cessão de pessoal

O governo federal criou novas regras para cessões e requisições de pessoal. O Decreto nº 9707/19, publicado ontem (12/02) no Diário Oficial da União, tem validade para os mais de 200 órgãos do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal (Sipec) e também para empresas públicas e as sociedades de economia mista.

“O novo decreto viabiliza a criação de mecanismos de controle sobre os gastos decorrentes de cessões e requisições de empregados públicos, promovendo os devidos cuidados com o equilíbrio fiscal e ainda com o planejamento da força de trabalho da União”, afirma Wagner Lenhart, secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, em nota.

Segundo a norma, as cessões que impliquem reembolso pela administração pública somente ocorrerão para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança com graduação mínima equivalente ao nível 4 do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS. Ainda de acordo com o decreto, os valores que excedem o teto constitucional remuneratório aplicável à administração pública federal continuarão não sendo reembolsáveis.

A partir de agora, se um empregado público já cedido for nomeado para exercício em cargo de comissão ou função de confiança, não será mais necessário um novo ato de cessão. Além disso, caso o empregado público seja nomeado em cargo ou função diverso do ato de cessão, basta uma comunicação ao órgão cedente.

Com o decreto, as cessões e requisições passam a ser regulamentadas também por ato conjunto da Secretaria Especial de Fazenda e da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.

Com informações da Agência Brasil

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Mesa de negociação do ACT da Ebserh será instalada no próximo dia 19

Após recebimento da convocatória, Sintsep-GO já articula representantes dos empregados da Ebserh para irem à Brasília participar da reunião com a empresa. Outra reunião já está confirmada para dia 27

Em 19 de fevereiro será instalada a mesa de negociação do próximo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos empregados da Ebserh. Será o 6º acordo que a categoria irá firmar com a empresa. A Condsef/Fenadsef, a frente das negociações representando a categoria desde o primeiro ACT, enviou na sexta-feira (8) a convocatória aos representantes eleitos pelos empregados da Ebserh para participar do processo de negociação com a empresa.

Aditivo prorroga atual ACT
A entidade esteve reunida com representantes da empresa para tratar desse calendário de início dos processo de negociação. Além da instalação da mesa confirmada para o dia 19, outra reunião no dia 27 já está agendada. Um aditivo para prorrogar o atual ACT também deve ser assinado para garantir que os empregados mantenham seus direitos durante o processo em que negociam o ACT.

Com informações da Condsef/Fenadsef

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Sem projeto de País, ministros de Bolsonaro se destacam por discursos polêmicos

Discursos geram polêmica, mas colocam grande ponto de interrogação quando o assunto é apresentar propostas em direção a melhoria na economia e um projeto de País. Faltam ações para melhorar vida dos brasileiros, sobram ataques à classe trabalhadora

Em um evento sobre privatizações no BNDES, na sexta-feira (8), o ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, comparou estatais brasileiras a “filhos que fugiram e hoje são drogados”. A frase de efeito serviu para defender sua tese de que, por ele, todas as estatais do País deveriam ser privatizadas. Para a Condsef/Fenadsef, essa é mais uma fala polêmica, entre tantas que tem sido ditas por ministros da equipe de governo de Bolsonaro.

Guedes não chegou a citar nomes de estatais que estão na mira da privatização. Sabe-se, daqueles que correm risco. Empregados da Valec, estatal que está nessa lista, têm apontado a grande importância estratégica da estatal para a economia brasileira. Com o potencial para reduzir o chamado “Custo Brasil” que encarece produtos devido a dificuldade de transporte e monopólios do setor, a Valec poderia auxiliar no impulsionamento de nossa economia ampliando a malha ferroviária brasileira.

Estatais, como a Valec, Eletrobras que ano passado sofreu forte pressão nesse processo, Embraer, Embrapa, Ebserh, a própria Petrobras e outras tantas que possuem um valor estratégico para o Brasil e não podem ser atiradas ao mercado especulativo tendo isso como solução mágica para os problemas do País. Para a Condsef/Fenadsef é emblemático o exemplo da Vale. A então estatal foi privatizada num processo polêmico na década de 90, comprada muito abaixo do que realmente valia. Hoje, após décadas de lucros bilionários que ficaram nas mãos de poucos, está em evidência por acidentes de trabalho que ceifaram centenas de vidas de trabalhadores brasileiros, envolvida em crimes ambientais de grandes proporções.

É o Estado brasileiro quem arca nesse momento com o grande caos social e impactos decorrentes desses crimes ambientais cometidos pela Vale. Esse exemplo deveria ser suficiente para acender o alerta vermelho do governo brasileiro para o que representa ao País o modelo privatista.

Para onde vai o Brasil?
Até agora, ainda não se sabe quais serão os benefícios e se há de fato um projeto para o Brasil que não passe apenas pela retirada de direitos da classe trabalhadora. Além disso, restam pensamentos sobre gênero, ensino domiciliar e outras polêmicas já ditas pela ministra da Família, Damares Alves. Houve ainda ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, que chegou a comparar brasileiros a canibais quando estão viajando, pois roubam “coisas dos hotéis, o assento salva-vidas do avião”, isso para defender o retorno da disciplina moral e cívica em escolas, além de dizer que universidade não é para todos.

Na mesma data, o jornal O Estado de São Paulo, informou sobre um documento com mudanças na Política de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, dando aval ao uso de eletrochoques. O MS reforçaria a possibilidade da internação de crianças em hospitais psiquiátricos. O texto prega ainda abstinência para o tratamento de dependentes de drogas. O presidente do Conselho Muncipal de Saúde chegou a classificar as medidas em relação à saúde mental do governo Bolsonaro como “um retorno à Idade Média”.

A Condsef/Fenadsef se preocupa com os rumos que o Brasil deve tomar nos próximos anos. A entidade espera que toda a equipe do governo Bolsonaro desça do palanque, deixe os discursos polêmicos e atue para que o Brasil não experimente um retrocesso nos avanços sociais recentes que a população experimentou. Até agora, os discursos polêmicos apenas têm colocado um grande ponto de interrogação no que se deve esperar do governo Bolsonaro.

“Faltam ações para melhorar vida dos brasileiros, sobram ataques à classe trabalhadora”, destaca Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Confederação. “Esperamos que as polêmicas abandonem os discursos e ações concretas passem a ser tomadas sem que a classe trabalhadora seja o único alvo de políticas que retiram direitos e enquanto devolvem milhões de brasileiros à condição de miséria da qual já haviam saído”, comenta.

Fonte: Condsef/Fenadsef

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Servidor pede na Justiça FGTS como RJU e é obrigado a migrar para a CLT

Em PE justiça decidiu que servidor deve migrar para CLT para ter direito a FGTS, perdendo rubricas no contracheque. Decisão de buscar justiça é individual, mas o Sintsep-GO e a Condsef/Fenadsef sempre orientam a não ingressar com processos dessa natureza

Alguns servidores, não só em Pernambuco, mas em outros estados, entraram com ações, por meio de advogados particulares, requerendo o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) do período em que passaram a ser do Regime Jurídico Único (RJU), de 1990 até agora. O Sindsep-PE, assim como o Sintsep-GO e outras entidades representativas da categoria, sempre orientou os servidores a não ingressarem com processos dessa natureza. Como a decisão é individual, várias pessoas deram entrada. Este mês saiu a sentença de um servidor, lotado em um órgão no Sertão pernambucano. Infelizmente, como o sindicato previa, o desfecho foi trágico.

A 1ª Vara do Trabalho de Petrolina deferiu em parte a sentença. O servidor terá direito ao FGTS, por isso o órgão será obrigado a recolher as parcelas vencidas e a vencer referentes ao fundo de garantia. Por outro lado, o servidor terá que sair do RJU e migrar para a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Como consequência dessa migração, perderá várias rubricas do seu contracheque, como os adicionais por tempo de serviço a que faz jus e a gratificação de desempenho do setor, ficando apenas com o vencimento básico, que segundo a tabela do ano passado gira em torno de R$ 1.880. Na sentença, a Justiça alega que essas verbas são de natureza do RJU e não da CLT.

O servidor também não poderá mais se aposentar pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), específico do RJU. Sua aposentadoria será do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), já que será regido pela CLT. Com isso, ele terá sua aposentadoria limitada ao teto da Previdência, hoje estimado em R$ 5.883,00. No caso desse servidor, ele perderá bastante no momento da aposentadoria. Por ter sido admitido pelo serviço público em 1983, ele teria direito a incorporar a média dos cinco últimos anos da gratificação de desempenho do setor, que geralmente representa quase metade do contracheque.

Fora do RJU, quando aposentado, o servidor também perderá qualquer reajuste vinculado com a carreira de origem. Seu reajuste anual será limitado ao aumento dado pelo governo aos aposentados do INSS.

A tese utilizada pelos advogados particulares foi de que a Constituição de 88 prevê o ingresso no serviço público por meio de concurso e muita gente, absorvida pelo RJU em 1990, não era concursada. Como existem várias ações dessa natureza tramitando no país, um caso parecido está em repercussão geral no Supremo Tribunal Federal (STF) e se a decisão for parecida com a da 1ª Vara do Trabalho de Petrolina será muito ruim para os servidores envolvidos.

“É por isso que temos muito cuidado antes de ingressar com qualquer ação. Analisamos os prós e os contras para que nenhum servidor seja prejudicado. Infelizmente, alguns profissionais particulares vendem ilusões e só estão preocupados em ganhar os honorários referentes ao ingresso das ações, são aventureiros”, dispara o secretário geral do Sindsep-PE, José Felipe Pereira.

Fonte: Sindsep-PE

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CUT se reúne com Mourão e defende direitos dos trabalhadores

Em reunião da direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC com o vice-presidente, em Brasília, presidente da CUT diz que proposta do governo não pode retirar direitos da classe trabalhadora e que haverá luta

Vagner Freitas disse ao vice-presidente Humberto Mourão, na quinta-feira (07), que a CUT não aceitará uma reforma da Previdência que retire direitos da classe trabalhadora e que Central está mobilizada para lutar contra a proposta do governo. O texto oficial da reforma ainda não foi divulgado, mas declarações dos ministros divulgadas pela imprensa apontam uma mudança que prejudica os trabalhadores e trabalhadoras.

O presidente nacional da CUT conversou com Mourão, pessoalmente em Brasília, no bojo de reunião solicitada pela direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) para discutir geração de empregos e denunciar a pressão das montadoras Ford e GM, que têm plantas no ABC, sobre os trabalhadores. A Ford ameaça deixar São Bernardo e a GM diz que sairá do País.

Vagner Freitas e o Secretário-Geral nacional da CUT, Sérgio Nobre, acompanharam o presidente do SMABC, Wagner Santana, na reunião. “Aproveitamos o ensejo para dizer ao vice-presidente do País que essa reforma da Previdência que está sendo posta na mídia não tem a nossa concordância. Não vamos aceitar nenhuma proposta que retire nossos direitos”, disse.

“Os trabalhadores sabem que o nosso papel aqui é defender o emprego, a indústria brasileira de qualidade para que ela gere empregos de qualidade. Defendemos uma Previdência Social pública, para todos, que não se torne poupança de banqueiro”, afirmou o presidente da CUT, referindo-se ao sistema de capitalização que vem sendo colocado pelo governo como alternativa ao modelo vigente de aposentadoria.
Sindicatos fortes

Wagner Santana, presidente do SMABC, entregou carta ao vice da República (leia a íntegra aqui). “Nós elencamos os problemas e dissemos ao Mourão que o País tem de ter uma indústria forte que gere empregos, e empregos de qualidade. Temos de ter uma indústria que transforme, com novas tecnologias, e que, para isso, precisamos de incentivos, de um BNDES fortalecido, de um sistema de qualificação dos trabalhadores e trabalhadoras que prepare para um Brasil competitivo”, disse o dirigente dos Metalúrgicos do ABC

Segundo Santana, “não dá para um país que, saiu da 6ª para a 9ª posição no ranking da economia indústria, caminhar para 10ª, 12ª posição”. “Isso tem que ser estancado e essa é uma questão que tem a ver diretamente com a geração de empregos”, afirmou.

O presidente da CUT destacou, mais uma vez, a importância de os sindicatos serem fortes e interlocutores da classe trabalhadora. “Porque não existe democracia sem sindicatos fortes. Não existe democracia sem que os trabalhadores tenham legislação que os protejam”.

Vagner Freitas informou ao vice-presidente que no dia 20 próximo será realizada Assembleia Nacional da Classe Trabalhador e o Dia nacional da Mobilização para construir alternativas de enfrentamento e de organização dos trabalhadores contra uma reforma da previdência que retire direitos.

Portal CUT

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Dieese estuda minuta da PEC da reforma da Previdência de Bolsonaro

Texto aponta para cenário preocupante. Homens e mulheres serão obrigados a trabalhar até os 65 anos. Quem quiser receber benefício integral – e viver para alcançar isso – terá que trabalhar 40 anos

A subseção do Dieese na Condsef/Fenadsef já está analisando a minuta da Proposta de Emenda à Constitucional (PEC) de reforma da Previdência que o governo de Jair Bolsonaro prentede aprovar. A entidade quer entender os detalhes da proposta que numa análise preliminar se mostra pior do que a que Michel Temer tentou aprovar. Ano passado servidores públicos foram muito importantes para barrar o avanço do projeto no Congresso e promoveram atos de pressão junto a parlamentares. A pressão e a luta unificada da classe trabalhadora devem continuar. 

O texto da minuta, obtido pelo Estadão/Brodcast, prevê a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem. A proposta que Temer tinha encaminhado previa idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. Além disso, a PEC de Bolsonaro impõe àqueles que quiserem receber 100% do benefício que trabalhem por 40 anos. A PEC cria ainda um sistema de capitalização, de “caráter obrigatório”. 

A capitalização da Previdência é um modelo que tem sido bastante criticado. Aplicado no Chile durante a ditadura militar, a capitalização da Previdência levou aposentados à miséria naquele país. 

Hoje, há duas formas de se aposentar no Brasil: 1) por idade, com a exigência de ter 65 anos (homens) e 60 anos (mulheres), com no mínimo 15 anos de contribuição; ou, 2) por tempo de contribuição, quando não se exige idade mínima, mas são necessários 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) de pagamentos ao INSS.

A reforma que deve ser enviada pelo governo Bolsonaro até o fim do mês ao Congresso acaba com a possibilidade de se aposentar por tempo de contribuição.

Apoio no Congresso e Judiciário
O governo Bolsonaro busca apoio junto ao Legislativo e Judiciário. Essa semana declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, mostram que o governo avança para tentar aprovar a proposta nefasta para a população brasileira. 

Maia que foi eleito para o biênio 2019-2020 na presidência da Câmara, defendeu o diálogo como estratégia para aprovar a reforma da Previdência e afirmou que apenas um texto pactuado com governadores e partidos políticos terá viabilidade para ser aprovado pela Câmara. Na agenda de Toffoli, um jantar com o ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, mostra articulações do governo também pelo Judiciário. Segundo auxiliares de Toffoli, o encontro com Paulo Guedes é um “jantar institucional”. Notícias divulgadas pela imprensa falam em tentativa da equipe econômica do governo em fazer uma‘blindagem jurídica’ da proposta antes de seu envio ao Congresso

Mobilização intensa
Centrais sindicais que já se organizam para travar o avanço de uma proposta que retire direito dos trabalhadores brasileiros voltaram a criticar a proposta. A orientação é organizar a classe trabalhadora por estados, promover assembleias e construir uma mobilização que defina formas de luta, greves, paralisações, para enfrentar a reforma da Previdência e ataques à aposentadoria. 

Uma plenária unitária das centrais acontece no dia 20 de fevereiro. A Condsef/Fenadsef, suas entidades filiadas e também entidades do Fonasefe que reúnem o conjunto de servidores federais, vão estar unidas nessas atividades.

Com informações da CUT Nacional

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