Governo deve liberar R$ 10 milhões a mais por congressista que apoiar o governo na comissão especial da Câmara e outros R$ 10 milhões extras no plenário

A Câmara dos Deputados cancelou a reunião da comissão especial agendada para esta quinta-feira (27/6), às 9 horas, em que o relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), iria apresentar a nova versão da proposta.

Com a decisão este é mais um adiamento no cronograma do principal projeto do presidente Jair Bolsonaro no Congresso.

Na quarta, líderes do centrão –grupo de partidos independentes ao governo e que, juntos, são maioria na Câmara– tentaram impedir que Moreira apresentasse nesta quinta-feira a nova versão da proposta.?

Enquanto Moreira estava na comissão especial na expectativa de ler o texto, líderes partidários se reuniram com o Maia para discutir mudanças na reforma. 

Irritados com o governo, integrantes do grupo que representa a maioria da Câmara afirmam que a leitura do novo relatório deve ocorrer apenas na próxima semana, provavelmente na terça-feira (2).

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se reúne nesta quinta com líderes e com o relator na residência oficial para acertar tentativa de votação do relatório. 

Conforme publicado pela Folha, o governo deve liberar lotes extras de emendas a deputados que aceitarem votar a favor da reforma da Previdência na comissão especial.

Pelo acerto, confirmado pela Folha com vários parlamentares, serão R$ 10 milhões a mais por congressista que apoiar o governo na comissão especial da Câmara e outros R$ 10 milhões extras no plenário.

Fonte: Folha de São Paulo