Mesmo que parte do país não compreenda a extensão do significado do Dia Internacional da Mulher, e alguns transformem a data – que é símbolo de sacrifício, luta e resistência – em apenas mais uma ocasião burocrática de “parabenizar as mulheres”, nossas companheiras dos movimentos sociais e sindicais organizados vão às redes e às ruas, clamar por direitos. Direito ao emprego, ao salário justo, à aposentadoria, à liberdade, à autonomia, à equidade e à vida.

Depois da contrarreforma trabalhista – aprofundada pela Medida Provisória 873/2019 que visa desmontar o movimento sindical – a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro prejudica toda a classe trabalhadora, especialmente, as mulheres. A reforma pregada pelo governo aumenta o tempo de trabalho, diminui o valor das aposentadorias e pensões, trará o empobrecimento, a precarização e o caos ao futuro do país, caso não consigamos contrapô-la.

Nossa luta é a luta de todas as mulheres, contra a violência, por justiça social, direitos assegurados e cumpridos, por um país de oportunidades, mas, sobretudo, de respeito à diversidade humana, em todas as suas manifestações. Para se ter uma ideia, a pesquisa Visível e Invisível – A Vitimização de Mulheres no Brasil 2ª Edição, realizada pelo Datafolha e Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que, em 2018, a cada minuto, nove mulheres foram vítimas de algum tipo de agressão. São dados alarmantes, inaceitáveis.

O Sintsep-GO integra a luta de centenas de entidades e milhares de pessoas para que a classe trabalhadora, em especial as mulheres, tenham um futuro neste país, chamado Brasil, que não seja o futuro de miséria e exceção patrocinado pelo atual governo.

Ao lado de nossas companheiras exigimos o fim da violência, o fim das reformas previdenciária e trabalhista e nenhum direito à menos.

#8deMarço
#DiaInternacionaldaMulher