vem a o encontro estadual de forma o da cut go

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Evento ocorre no sábado, dia 13 de agosto. Antes, a CUT-GO promove o Ciclo de debates sobre “Democracia e Fortalecimento do Projeto Político-Organizativo da CUT”, dias 11 e 12 de agosto. Sintsep-GO participa das atividades!

O Encontro Estadual de Formação da Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT-GO) vai acontecer no dia 13 de agosto, um sábado, no auditório da sede da CUT-GO. Podem e devem participar todos(as) os(as) dirigentes de entidades filiadas à CUT-GO.

“Os principais temas do encontro serão o Programa Nacional de Formação da CUT e o planejamento de formação do segundo semestre de 2016 e primeiro semestre de 2017, além da criação do Coletivo de Formação”, adianta a secretária de Formação da CUT-GO, Maria Cristina Rodrigues Evangelista

As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de agosto na própria CUT (Rua 70, nº 661, Centro); pessoalmente, por telefone (62-3224-0169); por e-mail (cutgo1@gmail.com); ou ainda por whatsapp (62 – 98592 3324).

A Secretaria de Formação, em parceria com a Escola Centro-Oeste de Formação Sindical da CUT Apolônio de Carvalho (ECO-CUT), garantirá todo o material didático e alimentação durante o encontro. O transporte será por conta da entidade do(a) participante.

Análise de Conjuntura
Antes, nos dias 11 e 12 de agosto, a Central promove, também em sua sede, um Ciclo de debates sobre “Democracia e Fortalecimento do Projeto Político-Organizativo da CUT”. A atividade, promovida pela CUT-GO, ocorre em parceria com a Secretaria Nacional de Organização e com a Secretaria-Geral Nacional da CUT.

Segundo a Central, a ação objetiva debater a conjuntura política nacional e estadual e os cenários e desafios para a organização sindical da CUT nos dias atuais, “a partir da realidade goiana”, pontua o presidente do Sintsep-GO e diretor estadual da CUT-GO, Ademar Rodrigues.

Confira a programação do evento:

11 de agosto (quinta-feira)

>13h00 às 13h30 – Abertura Política
-Saudação dos Representantes da Direção Executiva da CUT Nacional e da CUT Goiás aos/as participantes da atividade.

>13h30 às16h00 – Conjuntura Política e Econômica Nacional e Estadual
-Representante da Direção Executiva da CUT Goiás
-Representante da Direção Executiva da CUT Nacional

>16h00 às 16h15 – Intervalo/Café

>16h15 às 17h30 – Debate

12 de agosto (sexta-feira)

>9h00 às 10h30 – Cenários e desafios da organização sindical CUTista no Estado de Goiás
-Ari Aloraldo do Nascimento, Secretário Nacional de Organização

>10h30 às 10h45 – Intervalo/Café

>10h45 às 12h30 – Debate sobre o planejamento das ações da organização sindical que priorizaremos visando o fortalecimento das nossas entidades sindicais.
-Ari Aloraldo do Nascimento, Secretário Nacional de Organização

>12h30 às 13h30 – Almoço

>13h30 às 18h – Registro Sindical e as atuais perspectivas/Atendimento aos sindicatos e retorno para os municípios.
-Assessoria técnica do Escritório da CUT Nacional em Brasília

Sintsep-GO com informações da CUT-GO

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dia 31 dia de protestar contra o golpe

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Maioria dos servidores federais reforça dia nacional de mobilização contra o golpe

Representantes da maioria dos servidores do Executivo de Goiás e mais 18 estados (AM, AP, BA, CE, MA, MG, MS, MT, PA, PE, PR, RJ, RO, RR, RS, SE, SP, TO), além do Distrito Federal, realizaram plenária nacional da categoria no sábado, 23 de julho. Depois de promover uma análise sobre as ameaças que rondam servidores, serviços públicos e toda classe trabalhadora brasileira, os federais aprovaram um calendário de atividades que inclui a participação no próximo domingo, 31, do dia nacional de mobilização contra o golpe em curso no Brasil.

O Sintsep-GO, a Condsef e suas demais filiadas vão levar as bandeiras em defesa dos servidores que também contam com a luta contra projetos como o PLP 257/16, a PEC 241/16, entre outros, que ameaçam direitos e pretendem impor uma política de Estado Mínimo e desmonte do setor público. No próximo dia 10 de agosto, a Condsef participa da reunião ampliada do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasef) que terá na pauta a greve geral. Empregados da Ebserh, já em greve para tentar dissipar impasse nas negociações de seu Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), aguardam resultado de uma audiência de conciliação que acontece em Brasília nesta quarta, 27.

Ebserh
A audiência ocorre no Tribunal Superior do Trabalho (TST), foi solicitada pelo Sindsep-DF e terá a participação da Condsef que organiza o movimento nacional de paralisação dos empregados da Ebserh. Até o momento, doze unidades da Ebserh em sete estados – Bahia (2); Ceará (2); Maranhão (1); Minas (2); Mato Grosso (1); Pernambuco (1); Piauí (1) – e o Distrito Federal (2) registram paralisação de atividades. O tribunal concedeu liminar à Ebserh impondo manutenção de contingente de 75% dos empregados da Ebserh em atividade. A Condsef apresentou petição solicitando revisão para que o TST assegure contingente de 30% como garantido na Constituição a trabalhadores para que exerçam seu legítimo direito de greve. Na petição a Confederação também solicita uma audiência em caráter de urgência na tentativa de mediar o conflito instalado. Até que a Justiça volte a se manifestar, a recomendação continua sendo para que os trabalhadores sigam determinação judicial.

O processo de negociações envolvendo o ACT da Ebserh chegou a um impasse, o que gerou a decisão dos empregados de iniciar este movimento de greve. Um dos principais impasses está na busca dos empregados por um percentual de reposição salarial de 10,36% que acompanha exatamente o índice de inflação (IPCA) do período de abrangência do acordo. Os empregados querem que o percentual seja aplicado na remuneração e nos benefícios. A Ebserh insiste em apresentar índices abaixo da inflação, o que impõe perda salarial aos empregados. A empresa apresenta 8% para remuneração e 9% para benefícios. Os empregados também buscam avanços nas cláusulas sociais do ACT, cuja discussão acontece desde o mês de janeiro deste ano.

Sintsep-GO com Condsef

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comunicado de interdi o da casa de apoio de 25 07 5 08

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Sintsep-GO avisa a todos os filiados e familiares que a Casa de Apoio José Genuíno ficara INTERDITADA para hospedagem do dia 25 de julho ao dia 05 de agosto, em virtude do término da reforma que está sendo realizada no imóvel

O Sintsep-GO avisa a todos os filiados e familiares que a Casa de Apoio José Genuíno ficará INTERDITADA para hospedagem do dia 25 de julho ao dia 05 de agosto, em virtude do término da reforma que está sendo realizada no imóvel.

A entidade pede a compreensão dos filiados, tendo em vista que a reforma, embora cause transtornos temporários, deixará benefícios permanentes a todos os que forem usufruir de suas instalações.

Atenciosamente,
A Direção

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reajuste para dnit incra e atps ser enviado ao congresso

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O governo interino anunciou que deverá encaminhar nos próximos dias ao Congresso Nacional os projetos de lei que reajustam a remuneração de alguns setores do funcionalismo públicos, fruto de acordos firmados com a presidente Dilma Rousseff, dias antes do golpe.

Entre esses setores, estão os servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit); os analistas técnicos de políticas sociais (ATPS) e os peritos agrários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Conforme previsto nos acordos firmados no passado, as categorias do Dnit, ATPS e de Perito Agrário do Incra não terão aumento na remuneração neste ano e terão reajustes escalonados de 2017 a 2019.

Sintsep-GO com MPOG

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act funcion rios da ebserh entram em greve

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Com doze unidades da Ebserh em greve, Condsef recorre a TST para reconsiderar liminar e pede audiência de mediação

A assessoria jurídica da Condsef protocolou na segunda-feira, 25 de julho, petição solicitando ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) a reconsideração da liminar que impõe manutenção de contingente de 75% dos empregados da Ebserh em atividade. A entidade quer revisão para manter contingente de 30% como assegurado na Constituição a trabalhadores para que exerçam seu legítimo direito de greve. Na petição a Confederação também solicita uma audiência em caráter de urgência na tentativa de mediação do conflito instalado. Até o momento, doze unidades da Ebserh em sete estados – Bahia (2); Ceará (2); Maranhão (1); Minas (2); Mato Grosso (1); Pernambuco (1); Piauí (1) – e o Distrito Federal (2) registram paralisação de atividades. Até que a Justiça volte a se manifestar, a recomendação continua sendo para que os trabalhadores sigam determinação judicial.

O processo de negociações envolvendo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Ebserh chegou a um impasse, o que gerou a decisão dos empregados de iniciar este movimento de greve. Um dos principais impasses está na busca dos empregados por um percentual de reposição salarial de 10,36% que acompanha exatamente o índice de inflação (IPCA) do período de abrangência do acordo. Os empregados querem que o percentual seja aplicado na remuneração e nos benefícios. A Ebserh insiste em apresentar índices abaixo da inflação, o que impõe perda salarial aos empregados. A empresa apresenta 8% para remuneração e 9% para benefícios. Os empregados também buscam avanços nas cláusulas sociais do ACT.

Desde janeiro as movimentações em torno do ACT 2016/2017 acontecem. Para o Sintsep-GO e a Condsef, este é um momento em que a categoria precisa continuar o permanente processo de mobilização e atenta à conjuntura.

Sintsep-GO com Condsef

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comunicado de interdi o da casa de apoio de 25 07 5 08

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Sintsep-GO avisa a todos os filiados e familiares que a Casa de Apoio José Genuíno ficara INTERDITADA para hospedagem do dia 25 de julho ao dia 05 de agosto, em virtude do término da reforma que está sendo realizada no imóvel

O Sintsep-GO avisa a todos os filiados e familiares que a Casa de Apoio José Genuíno ficará INTERDITADA para hospedagem do dia 25 de julho ao dia 05 de agosto, em virtude do término da reforma que está sendo realizada no imóvel.

A entidade pede a compreensão dos filiados, tendo em vista que a reforma, embora cause transtornos temporários, deixará benefícios permanentes a todos os que forem usufruir de suas instalações.

Atenciosamente,
A Direção

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federais articulam unidade e debatem greve geral

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Entidades que reúnem a maioria dos servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário estão debatendo ampliação da unidade e ações para lutar contra o ajuste fiscal imposto pelo governo interino e golpista

A Condsef participou nesta terça-feira, dia 19 de julho, de reunião do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasef). As entidades que reúnem a maioria dos servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário estão debatendo ampliação da unidade e ações para lutar contra o ajuste fiscal imposto pelo governo interino e golpista, contra projetos que ameaçam servidores e serviços públicos como é o caso do PLP 257/16 e da PEC 241/16. Propostas de incentivo a uma política de Estado Mínimo, política essa que vem sofrendo sucessivas derrotas nas urnas. Já em resposta a esses ataques, auditores já aprovaram aderir a uma paralisação de atividades a partir do dia 2 de agosto. Servidores da Educação também propõem um dia nacional de lutas para o próximo dia 11. No dia 10, o Fonasef volta a se reunir em torno de um debate amplo a respeito da construção de uma greve geral da classe trabalhadora.

Todas as ofensivas contra direitos adquiridos devem ser combatidas a altura. Para frear esses ataques aos serviços públicos, são importantes a unidade da categoria e o apoio da sociedade que deve cobrar do Estado o investimento adequado de seus impostos e não o fim dos serviços públicos, direito assegurado pela Constituição. Algumas dessas propostas já são consideradas por especialistas como o maior retrocesso dos últimos tempos. Em artigo recente, o Diap alertou para o propósito central da PEC 241/16 que será instituir um novo regime fiscal ou um novo teto para o gasto púbico, tendo como limite a despesa do ano anterior corrigida pela inflação. O dinheiro economizado seria canalizado para pagamento da dívida pública. É preciso começar a indagar o Estado sobre a origem dessa dívida e as razões que levam a população a ter que arcar com o pagamento de juros e dividendos que todo ano consomem quase a metade do orçamento total da União.

Nossos esforços de unidade e mobilização devem continuar. Precisamos estar atentos aos discursos que tentam transferir para os servidores e os serviços públicos as responsabilidades por desequilíbrios que nada tem a ver com o setor. Não podemos permitir que a sociedade encare o servidor como vilão de um cenário onde o que falta é investimento para garantir serviços de qualidade a uma população. Hoje, o país conta com o mesmo número de servidores públicos que contava há vinte anos. Enquanto isso, a população cresceu junto com as necessidades de aprimoramento dos serviços públicos.

É preciso cobrar dos governos investimentos adequados e que priorizem políticas públicas. A política que propõe o Estado Mínimo, e parece ser uma prioridade deste governo interino e golpista, mostrou que não se compromete com avanços em direitos para a população. Ao contrário, impõe a retirada de direitos para garantir mais e mais recursos para uma minoria privilegiada que só tem aumentado seus lucros enquanto a crise achata a maioria da população.

Sintsep-GO com Condsef

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comiss o aprova estabilidade para servidor que entrou sem concurso at 1990

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A proposta de emenda à Constituição seguirá para ser votada em dois turnos pelo Plenário da Câmara. Caso aprovada, seguirá para análise, também em dois turnos, pelo Plenário do Senado Federal

Comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (13), proposta de emenda à Constituição que concede estabilidade a servidores celetistas admitidos sem concurso público e em exercício do cargo até a véspera do início da vigência do Regime Jurídico dos Servidores da União (Lei 8.112/90).

Como esta lei está em vigor a partir da data de sua publicação, 12 de dezembro de 1990, a data prevista nesta PEC é o dia anterior, 11 de dezembro de 1990.

Também é requisito para ganhar a estabilidade que o servidor tenha cumprido pelo menos 20 anos de efetivo exercício no serviço público até a data de promulgação desta emenda à Constituição, caso seja aprovada pelo Congresso.

O texto se aplica aos servidores públicos civis da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, da administração direta, autárquica e das fundações públicas, admitidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/43), bem como aos ocupantes de cargos, funções e empregos de confiança, em comissão ou de livre exoneração.

Substitutivo corrige deficiências
O relator, deputado Atila Lins (PSD-AM), defendeu a aprovação do texto na forma de substitutivo à PEC 518/10, do deputado Pompeo de Matos (PDT-RS). “Da forma como está redigida a PEC 518/10, seriam declarados estáveis servidores admitidos às vésperas da promulgação da nova emenda constitucional, portanto, mais de vinte e cinco anos após a instituição da exigência constitucional de prévia aprovação em concurso público. Isso ocorreria mesmo que a proposição fizesse referência à instituição, do respectivo ente federativo, do regime jurídico dos ocupantes de cargo público”, disse o relator

Segundo Átila Lins, “as apontadas deficiências redacionais da PEC 518/10, ainda que inadvertidas, afiguram-se extremamente graves”. Ele afirma que “o eventual acolhimento da proposta em sua forma original poderia dar margem a uma imensurável leva de contratações irregulares em todas as esferas da administração pública”.

“Bastaria, para tanto, nomear servidores para cargos ou empregos em comissão antes da promulgação da nova emenda constitucional, que tais servidores ganhariam estabilidade logo em seguida. Salvo melhor juízo, não é essa a intenção de nenhum dos coautores da proposição”, ressaltou o relator, ao apresentar o novo texto.

Atualmente, a garantia de estabilidade para servidores sem concurso é válida somente para aqueles que estavam em atividade em 5 outubro de 1988 – data da promulgação da Constituição – e ocupavam o cargo há pelo menos cinco anos.

Tramitação
A proposta de emenda à Constituição seguirá para ser votada em dois turnos pelo Plenário da Câmara. Caso aprovada, seguirá para análise do Senado Federal.

Fonte: Agência Câmara

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caiado vota contra mas ccj aprova projeto de reajuste de servidores

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Em Brasília

Um acordo entre lideranças de partidos da base aliada e da oposição ao governo do presidente em exercício, Michel Temer, permitiu a aprovação nesta quarta-feira, 6, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado de um pacote de oito projetos de reajuste de servidores do Executivo e do Legislativo Federal. O acerto adiou a votação, por pelo menos uma semana, de três projetos que elevavam o teto do funcionalismo público ou poderiam causar um impacto financeiro em cascata em Estados e municípios.

Entre os projetos de reajuste aprovados, os senadores da CCJ retiraram dos textos aqueles que também criavam cargos – em um dos casos, 14 mil postos foram excluídos. Todas as propostas seguem para apreciação da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Não foi divulgado o impacto para os cofres públicos da votação dessas propostas.

O acordo foi costurado durante a sessão pelo líder do governo na Casa, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), após o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), ter inicialmente apresentado um requerimento para adiar a votação de todos os 11 projetos que tratam de aumentos em tramitação na CCJ.

Entre as categorias beneficiadas com o reajuste estão, entre outros, servidores da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Contas da União, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), das agências reguladoras, da área da educação e também militares das Forças Armadas.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), ex-ministro do Planejamento, e Aloysio Nunes defenderam a aprovação dos reajustes por consideram que já tinham previsão orçamentária, em linha com o que havia sido defendido mais cedo pelo atual ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

Os integrantes da CCJ, contudo, adiaram a votação para pelo menos até a próxima semana dos projetos que tratam de elevação dos subsídios dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do procurador-geral da República e do defensor público-geral Federal.

A crítica feita por senadores era que, se esses aumentos forem concedidos, eles causariam um efeito cascata para os Estados e municípios. Outra preocupação dos parlamentares diz respeito ao fato de que o subsídio dos ministros do STF – atualmente em R$ 33,7 mil – também serve de base como teto salarial para todo o funcionalismo público. Ou seja, se for elevado para R$ 39,2 mil, conforme prevê a proposta, abrirá espaço para que os demais servidores possam ganhar mais.

No início da discussão, Ronaldo Caiado afirmou que a aprovação desses reajustes, no momento em que o País passa por uma grave crise fiscal, era fora de propósito. “Quero saber até quando a população brasileira, que sustenta toda essa brincadeira, vai querer aguentar?”, questionou Caiado, ao afirmar que houve uma aliança entre o atual governo e petistas para passar a proposta.

Posteriormente, contudo, o líder do DEM retirou seu requerimento de adiamento da votação dos 11 projetos, mas, mesmo isolado, fez questão de registrar o voto contrário nos oito projetos.

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comunica o sindical precisa rever linguagem e conte do

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O IX Enacom (Encontro Nacional da Comunicação), realizado em São Paulo, discutiu a internet e o papel das mídias digitais a serviço da luta. Para quem integrou a mesa, a construção de uma contra narrativa passa, obrigatoriamente por mudanças no perfil da comunicação sindical.

Para o jornalista e professor Renato Rovai os sindicatos exercem papel fundamental num mundo em que os meios de comunicação deixaram de ser coadjuvantes para virarem protagonistas do golpe.

Esse trabalho, porém, passa por uma avaliação de qual a melhor linguagem e conteúdo para chegar às bases.

“Precisamos da comunicação sindical para disputar opinião, ideologia e rumos, para dentro e fora das categorias. Muitas vezes o problema é de formação, trabalhador acha que é patrão. Observamos categorias como os bancários em que muitos gerentes menos graduados se identificam mais com os bancos do que com os trabalhadores”, explica.

Quem lê, vê e ouve
Já a comunicação interna ainda tem muito de ‘achismo’, ressaltou. “Trabalha-se por intuição, por ouvir dizer, sindicatos não fazem pesquisa para entender hábitos de comunicação das categorias. Quando fala para fora, tem que pensar discurso porque muitas vezes usa uma linguagem como se falasse somente para própria categoria.”

O papel de buscar uma saída para além da pregação aos convertidos, aponta, passa pelo financiamento dos sindicatos à comunicação popular.

“Tem que construir o financiamento de veículos alternativos. Como abrir estúdio de gravação nos sindicatos para colocar uma webrádio na cidade. Se sindicatos não estiverem receptivos a isso, corremos o risco não só de sermos derrotados na disputa das redes nas eleições para Executivo e Legislativo, mas também para os sindicatos.”

Veículos e portal
Com a miríade de coletivos que surgiram a partir da percepção que não era possível confiar na mídia tradicional e resolveram contar a própria história, a representante da Rede Jornalistas Livres Laura Capriglione defendeu a construção de um grande portal da imprensa independente para, de fato, promover a contra narrativa.

“Alternativa é se organizar num grande portal da imprensa independente em que cada veículo possa continuar a publicar o que quiser, vendendo anúncio para quem quiser, sem perder a identidade”, apontou.

Para ela, é preciso que as organizações de esquerda entendam o risco de ter todas as ações de comunicação ancoradas nas redes sociais e a necessidade de construir plataformas próprias.

“As redes sociais são dominadas por pessoas sobre as quais não temos nenhuma ascendência. Até quando Mark Zuckerberg vai ceder seu negócio para nós fazermos nossa revolução? Quando quiser, Facebook pode nos desligar e acabar com nossa história na rede. Ou encaramos tarefa de construir nova rede, nova referência em termos de internet, aproveitando momento em que estamos ligados no que estamos falando, ou perdemos o bonde da história.”

Laura acredita que o momento é muito favorável para mostrar à sociedade que Temer não é apenas o inimigo dos trabalhadores no ataque a direitos, à Previdência ou à terceirização, mas num amplo aspecto. “O Temer é inimigo da arte, de todos os produtores culturais, do negro, da mulher, do LGBT, da periferia e nossa reação será tão forte quanto o ataque a partir do momento em que conseguirmos cruzar todas essas forças” disse.

Linguagem política
Para o jornalista do PT-SP, Aparecido Silva, o Cidão, a falta de comunicação entre o governo federal, o partido e a população é um bom exemplo de como um diálogo deficiente pode prejudicar uma gestão.

“Apesar de investimentos em saúde e educação do governo federal ser muito maior, em muitos lugares, especialmente, cidades com menos 30 mil habitantes no país, quando ia entregar o equipamento não tinha um único representante do governo federal. Quem entregava era governador ou deputado tucano”, falou.

O investimento no setor inclui, na visão de Cidão, olhar para dentro das próprias instituições. “Nós tínhamos uma agência que levava milhões quando ao menos em sete diretórios não havia dinheiro para dizer o que partido estava fazendo.”

Empoderar quem faz
Representante do Coletivo Mídia Ninja Rafael Vilela defende ainda que os grupos historicamente marginalizados não querem mais ser o tema dos textos, mas protagonistas da produção.

“Os movimentos LGBT, de negros, mulheres são os que vão para rua defender Dilma, mas estão ausentes na elaboração das políticas sociais. Falar em aborto, genocídio, extermínio da juventude negra ainda é complicado, ao mesmo tempo em que esses grupos surgem como maiores forças sociais brasileiras. Que não devem ser só narradas, mas empoderadas, serem protagonistas”, definiu.

Vilela foi mais um a falar sobre as possibilidades que o momento oferece e não devem passar em branco, como ocorreu nos governos populares dos últimos 13 anos.

“A Mídia ninja é o efeito colateral da ausência quase total de políticas de comunicação nos últimos 13 anos. Tivemos em determinado momento possibilidade do ciclo progressista avançar nesse tema e tivemos pé atrás que não permitiu ousadia. O que governo acreditou que a Globo, a partir das verbas estatais, poderia ser a rede que faria a ponte entre o governo e a população e isso não aconteceu.”

Fonte: CUT

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