correio braziliense servidores aprovam indicativo de greve

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Um dia depois de o governo colocar em xeque mais uma vez a segunda parcela do reajuste autorizado ao funcionalismo, entidades que representam as carreiras do Executivo federal se reuniram para discutir o que fazer diante de um possível adiamento no cronograma. Em plenária organizada pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), 221 delegados sindicais aprovaram ontem um indicativo de greve geral para julho, mês em que está previsto o repasse da próxima fração do pacote de aumentos baixado no ano passado. Nova assembleia foi marcada para11 de julho.

O encontro, marcado por discursos inflamados e ataques ao vaivém de declarações do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ratificou uma intensa agenda de protestos e novos pedidos dos servidores que deverão ser encaminhados ao governo. Na quarta-feira à noite, sindicalistas ligados à Condsef estiveram com o secretário de recursos humanos, Dunavier Paiva, e receberam sinais positivos de que o que foi prometido será respeitado.

Orçamento
Por causa da queda brusca na arrecadação de impostos, Bernardo deverá se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para avaliar cortes no Orçamento, além dos R$ 21,6 bilhões anunciados em março. O fraco desempenho da economia brasileira no primeiro semestre derrubou o recolhimento de tributos, deixando os cofres públicos descobertos em R$ 63 bilhões. Nos próximos dias, o governo anunciará ajustes capazes de equilibrar despesas e receitas. Segundo o ministro do Planejamento, todas as hipóteses estão em análise, inclusive a que altera o calendário de pagamento dos reajustes dos servidores.

Entidades que não estão sob o guarda-chuva da Condsef também reagiram à ameaça feita por Paulo Bernardo de rever datas de pagamento dos reajustes. A Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (Anesp) informou, por meio de nota, que pressionará pela manutenção dos acordos fechados em 2008. “Assim como a crise possibilitou o corte radical dos juros sem trazer prejuízos aos objetivos de redução da inflação, o cumprimento dos acordos salariais firmados têm de ser visto como uma forma de política econômica ativa contra a crise, no âmbito do aumento da massa salarial e, portanto, do consumo das famílias”, defendeu a Anesp.

Ajustes nas despesas
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que, se for necessário, o governo fará “novos ajustes nas despesas”, a fim de permitir que continue a adoção de medidas anticíclicas “que estão dando resultados”. O ministro, porém, não detalhou as áreas nas quais os cortes poderiam ser feitos. Mantega ressaltou que as demanda interna e externa foram muito afetadas pela crise financeira internacional e que os investimentos ficaram deprimidos.

Segundo ele, para alavancar a Formação Bruta de Capital Fixo no país, o governo pode adotar novas ações, mas também não as especificou. “Nós não podemos falar de medidas que ainda estão sendo amadurecidas pelo governo, mas que em breve serão apresentadas. Na área de crédito, haverá novidade e redução do custo de modo geral”, disse em evento que premiou as 10 empresas que garantiram melhor retorno aos acionistas ao longo de 2008.

Segundo o ministro, o governo não tomou nenhuma decisão sobre a prorrogação da redução do IPI para a compra de veículos. Ele afirmou que o governo está atento a todos os segmentos produtivos da economia, especificamente aos que receberam o benefício fiscal, e quer verificar quando o movimento de suas vendas retomará níveis normais sem necessitar mais de incentivos. De acordo com o ministro, o PIB em 2009 deve registrar resultado positivo, “mas será muito fraco”. Segundo ele, em 2010 o país deverá crescer 4% e, em 2011, a taxa mínima de expansão será de 5%.

Fonte: Correio Braziliense (19/06/09)

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paulo bernardo ameaca reajustes servidores ameacam greve

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Com 221 delegados de base representando servidores de 16 estados, a Condsef realizou, nesta quinta-feira, 18, sua plenária nacional. No encontro, Condsef, Sintsep-GO e demais filiadas debateram o processo de negociação com o governo, os entraves e o que é necessário para que a pauta dos federais seja atendida. A união entre os setores e também a mobilização permanente da categoria são apontadas como as principais ferramentas dos trabalhadores em defesa de seus interesses. Declarações do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, publicadas no Correio Braziliense desta quinta, também viraram matéria de debate. Bernardo segue deixando os servidores apreensivos. No mesmo dia em que quase 8 mil foram à Esplanada cobrar o cumprimento de acordos firmados pelo governo, o ministro disse que uma queda na arrecadação pode ameaçar reajustes já garantidos a diversas categorias do setor público. Recebida ontem (17) no Planejamento, a Condsef ouviu do secretário de RH, Duvanier Ferreira, que os acordos devem sim ser mantidos. O que foi garantido, segundo Duvanier, será encaminhado pelo governo, incluindo negociação de reajuste nos benefícios pagos ao Executivo. As declarações do ministro provocaram na plenária reação imediata. Um indicativo de greve foi apontado para julho, mês em que devem ser implantados reajustes de setores como PGPE, Incra, Cultura, administrativos da Polícia Federal, entre outros.

A plenária também referendou a agenda de atividades definida pelo Conselho Deliberativo de Entidades (CDE) que prevê encontros nacionais de diversos setores. Uma nova plenária nacional já está agendada para o dia 11 de julho. Nesse próximo encontro, dependendo do possível recuo do governo em manter os acordos já firmados, os servidores da base da Condsef, que representam 80% do total de servidores do Executivo, podem decidir pelo início de uma greve geral. “Nossa expectativa é de que aquilo que foi assinado conosco seja mantido. Caso o governo não atenda esse princípio básico, a tolerância da categoria pode se esgotar e a greve será nosso recurso para cobrar nossos direitos”, disse Josemilton Costa, secretário-geral da Condsef.

FMI x serviços públicos
Revoltados com a preferência dada ao FMI (Fundo Monetário Internacional) que recebeu R$10 bilhões do governo federal, os servidores prometem partir para o ataque em defesa de investimentos para os serviços públicos destinados à população brasileira. Na plenária da Condsef, foi defendido que esses R$10 bilhões devam ser revertidos para o bem-estar da população brasileira garantindo serviços públicos dignos, de qualidade e gratuitos. Uma carta aberta à população também deve ser feita pela Condsef denunciando o mau uso do dinheiro público ligado aos últimos escândalos envolvendo o Senado Federal.

Os delegados de base voltam aos seus estados com a missão de organizar os servidores e prepará-los para a luta. Confira a seguir o calendário de atividades aprovado pela Plenária Nacional da Condsef:

3 de julho
-Encontro Nacional da Cultura (Local: Rio de Janeiro/RJ)
-Encontro Nacional dos administrativos da Agricultura (Local: Brasília/DF)

4 de julho
-Encontro Nacional da AGU (Local: Brasília/DF)

5 de julho
-Encontro Nacional do TEM/DRT´s (Local: Brasília/DF)

10 de julho
-Encontro Nacional da Fazenda (Local: Brasília/DF)

11 de julho
-Plenária Nacional da Condsef (Local: Brasília/DF)

12 de julho
-Reunião do CDE (Local: Brasília/DF)

15 de julho
-Dia Nacional de Luta dos Servidores Federais em todo o Brasil

24 de julho
-Encontro Nacional dos Hospitais

*INDICATIVO DE GREVE PARA 2a QUINZENA DE JULHO

Fonte: Sintsep-GO com Condsef

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servidores dizem nao a privatizacao e sim aos acordos firmados



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Em mais uma demonstração de força dos servidores públicos federais, Brasília recebeu nesta quarta-feira, dia 17, cerca de oito mil servidores públicos de todo o país, que lotaram a Esplanada dos Ministérios. Os trabalhadores vieram exigir a derrubada do Projeto de Lei Complementar (PLP) 92/07, que propõe a criação de fundações estatais de direito privado e cobrar o cumprimento de acordos firmados pelo governo no ano passado. Sob gritos de “Não, não, não à privatização”, a categoria percorreu todos os ministérios e fez uma parada longa em frente ao Ministério da Saúde. O ministro José Gomes Temporão é um dos principais entusiastas da aprovação do PLP 92/07. Temporão vem fazendo pressão no Congresso Nacional para tentar aprovar o projeto. Para combater a pressão dele, e de outros ministros que já visitaram a Câmara e o Senado em busca de apoio ao PLP 92, os servidores estão organizando intenso trabalho com formação de forças tarefa para derrubar de vez o “PLP da privatização”. Na luta estão entidades como o Sintsep-GO, a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) que, com suas demais filiadas, trouxe mais de 4 mil servidores a Brasília.

Todas as centrais sindicais também participaram da atividade, além de entidades como Fasubra e Andes, entre outras. “Essa união é fundamental e vem reforçar o poder de pressão de nossa categoria”, disse Josemilton Costa, secretário-geral da Condsef. “Vamos seguir nosso trabalho e não vamos parar enquanto não derrubarmos esse projeto perverso para os servidores e, principalmente, para os cidadãos que dependem dos serviços públicos brasileiros”, reforçou.

Pressão por reajuste nos benefícios
Seguindo o cronograma de atividades aprovados por seu Conselho Deliberativo de Entidades, a Condsef deu continuidade às manifestações e foi até o Bloco K do Ministério do Planejamento. Lá, os servidores da base da entidade cobraram a abertura imediata de negociações para garantir os reajustes nos benefícios como auxílio-alimentação, creche, transporte, contrapartida dos planos de saúde, dos servidores do Executivo. O reajuste no auxílio-alimentação, chegou a ser anunciado pelo próprio Ministério do Planejamento e está garantido em compromisso firmado pelo governo. Sintsep-GO, Condsef e demais entidades defendem a isonomia dos benefícios nos Três Poderes.

Sem se abater pelo cansaço das atividades da manhã, os servidores ainda tiveram força para protestar com bom humor. Aproveitando as festividades juninas, o Sindsep-MG, filiada à Condsef, trouxe de Belo Horizonte um grupo de artistas que deu um show para os manifestantes em frente ao Espaço do Servidor. A “Quadrilha do Protesto” fechou o dia de intensas manifestações desta quarta.

Veja abaixo as demandas e faça parte da luta:

. Cumprimento de todos os acordos firmados com o governo
. Tabela única de remuneração na Administração Pública Federal
. Paridade com integralidade entre ativos e aposentados/pensionistas
. Retiradas dos Projetos de Lei 001, 092 e 248 do Congresso
. Aprovação da Convenção 151
. Reajuste dos benefícios (auxílio alimentação, auxílio creche, diárias e contrapartida do Plano de Saúde)
. Fim do desmonte dos órgãos públicos (Funasa, Incra, Iphan, Ibama, entre outros)
. Planos de Carreiras/DPC
. Antecipação das Tabelas Remuneratórias de 2010 e 2011

Fonte: Sintsep-GO com Condsef

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protesto civis de orgaos militares recusam titulo de dalits do setor p

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A novela “Caminho das Índias” vem trazendo para o vocabulário diário do brasileiro novos termos e expressões importadas da Índia. Nesta quarta-feira, 17, servidores civis de Órgãos Militares que vieram a Brasília participar das atividades de pressão que reuniram quase 8 mil manifestantes na Esplanada dos Ministérios, se apropriaram de uma dessas expressões popularizadas pela novela das oito. Em frente ao Ministério da Defesa, a categoria, apoiada por outros setores, protestou contra a situação de injustiça instalada no setor depois que um plano de cargos excluiu servidores que executam as mesmas funções administrativas. Durante o protesto, a servidora do órgão, Maria de Lourdes Silva, diretora do Sindsep-MG e titular do Departamento do Pessoal Civil dos Órgãos Militares (DOMC), da Condsef, resumiu o sentimento de indignação da categoria comparando a situação dos servidores a dos “dalits”, pessoas consideradas inferiores, intocáveis, no sistema de castas hindu. “Não queremos ser os dalits do serviço público e hoje estamos sendo tratados como poeira pelo governo”, disse.

A declaração acirrou os ânimos dos manifestantes que, com o protesto, conseguiram fazer com que uma comissão de servidores formada por representantes da Condsef e suas filiadas, fosse recebida pelo comandante Cheverry Rodrigues Netto e diretor de administração, Fernando Bauer. Durante o encontro, o secretário-geral da Condsef, Josemilton Costa, entregou ofício com as reivindicações do setor. A Condsef solicitou apoio dos gestores do Ministério da Defesa para que uma audiência seja agendada com o ministro Nelson Jobim. Os civis de órgãos militares querem o mesmo apoio que o ministro oferece aos servidores militares. Os civis não vêem motivo para que sejam tratados com diferença já que executam tarefas essenciais para o funcionamento do Ministério da Defesa.

Demandas receberam apoio
Além de cobrar uma solução para os servidores lotados no PGPE, a Condsef cobra também a tabela salarial que deve ser implantada em 2010 para servidores do PCCTM. A tabela está garantida pelo governo em acordo. O movimento de pressão da categoria rendeu frutos positivos. Bauer e o comandante Cheverry manifestaram apoio à pauta de reivindicações do setor, considerando justas todas as demandas levadas pelos representantes da categoria. A expectativa é de que nos próximos dias uma audiência com o ministro Jobim seja confirmada.

Sintsep-GO, Condsef e demais entidades seguem pressionando pelo cumprimento dos acordos firmados com os civis de órgãos militares e defendendo atendimento da pauta emergencial do setor. A mobilização da categoria deve ser mantida e ampliada em todos os estados. O poder de pressão será fundamental para arrancar as vitórias necessárias para o setor.

Fonte: Sintsep-GO com Condsef

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servidores de todo o brasil protestam por acordos e contra plp 92 07

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Nesta quarta-feira, 17, a Esplanada dos Ministérios vai sediar mais uma manifestação promovida pelos servidores públicos federais em defesa dos serviços públicos e por melhores condições de trabalho. O ato deve reunir mais de 5 mil servidores de todo o Brasil. A concentração acontece a partir das 9 horas em frente ao Espaço do Servidor. Caravanas de entidades filiadas à Condsef, de Goiás e diversos estados, chegam a Brasília para pressionar o governo pela derrubada do Projeto de Lei (PL) 92/07 que propõe a criação de Fundações Estatais de Direito Privado. A atividade prevê paradas em frente a ministérios como Cultura e Saúde onde o desmonte já pode ser sentido, o que vêm gerando conseqüências negativas para esses setores. Confira mais detalhes no Jornal da Condsef (clique aqui) publicado este mês e que traz um especial sobre os riscos do PL 92 e do desmonte público. Os servidores também lutam pelo cumprimento de acordos firmados com diversos setores no ano passado.

Além do Sintsep-GO, da Condsef, e demais filiadas, participam da atividade desta quarta a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e outras entidades representativas do setor público. A categoria também batalha pela manutenção do processo de negociações com o governo que garante discussões sobre reajuste em benefícios como auxílio-alimentação, creche, transportes e contrapartida em planos de saúde. A Condsef defende e luta pela isonomia entre os benefícios pagos aos servidores nos Três Poderes.

Ainda nesta quarta, setores que participam da marcha pela manhã na Esplanada dos Ministérios devem também reservar tempo para realizar trabalho junto a parlamentares no Congresso Nacional. O objetivo é buscar apoio para a agenda de projetos que tramitam na Casa e afetam a vida dos servidores públicos em diversos níveis. Muitos também devem visitar a sede de seus ministérios e cobrar atendimento da pauta específica pendente em diversos setores.

Plenária Nacional
Na quinta, 18, a partir das 9 horas, representantes eleitos pelos servidores em seus estados participam da Plenária Nacional da Condsef que acontece em Brasília (915 Sul – LBV, auditório José de Paiva Netto). A categoria deve fazer um balanço das atividades que serão realizadas na quarta. Uma agenda de ações futuras também deve ser definida para continuar buscando o atendimento das principais demandas que envolvem os servidores da base da Condsef.

Fonte: Sintsep-GO com Condsef

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dnit relatorio final de gt e aguardado para esta quarta feira 17

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A última reunião do grupo de trabalho (GT) dos servidores do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) que discute reestruturação de carreira do setor definiu um calendário que pode concluir os trabalhos com apresentação de relatório final nesta quarta-feira, 17. Gestores da Secretaria de Recursos Humanos (SRH) do Ministério do Planejamento deram sua visão sobre o diagnóstico levantado com informações fornecidas pela Condsef e o próprio Dnit. Houve discordância na construção de uma carreira única para o setor. Dados adicionais sobre terceirização, quadro funcional, incluindo a possibilidade de criação de um novo cargo, serão encaminhados para fortalecer a necessidade de unificação de uma tabela que englobe todos os cargos.

Também sobre a reestruturação da carreira, a SRH disse que questões envolvendo aglutinação de cargos serão discutidas assim que o governo tiver uma definição para discutir o tema. Na reunião desta quarta, que pode gerar o relatório final do GT do Dnit, há expectativa de definir agenda que dará início a etapa de negociações. Essa próxima etapa é que vai gerar a proposta que seguirá para votação no Congresso Nacional.

A Condsef também cobra pendências que precisam ser resolvidas como a devolução de dias descontados de servidores que participaram de greve do Dnit no ano passado. Uma pauta com seis itens também aguarda resposta do governo. A Condsef continua cobrando solução para os diversos problemas do órgão e pressionando pelo atendimento das principais demandas dos servidores do Dnit.

Fonte: Sintsep-GO com Condsef

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agu relatorio final do gt deve ser concluido no proximo dia 22

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Na última quarta-feira, dia 10, representantes da Condsef, AGU (Advocacia-Geral da União) e Ministério do Planejamento se reuniram para mais um encontro do grupo de trabalho (GT) que discute reestruturação de carreira dos servidores administrativos da AGU. O Planejamento apresentou nova versão do relatório preliminar do GT. O conteúdo do documento teve como base discussão interna feita entre representantes da bancada governamental. Mas algumas ressalvas foram feitas. Os representantes da categoria defendem um estudo global envolvendo ativos, aposentados e pensionistas na discussão de racionalização e aglutinação de cargos existentes na AGU. Depois da reunião ficou definido que um novo relatório vai incorporar os elementos debatidos. Nesta terça, dia 16, o governo deve encaminhar à Condsef relatório com os ajustes. A intenção é de que no dia 22, segunda, o GT conclua o relatório final. A partir daí começa a fase de negociações; etapa que define a proposta de carreira reestruturada que será levada para votação no Congresso Nacional.

Depois de aprovado o calendário e definidos prazos para apresentação do relatório final do GT, a Condsef cobrou outros assuntos pendentes que também envolvem os administrativos da AGU. A entidade questionou a situação de servidores que aguardam enquadramento no PCCTAE. A AGU informou que apenas sete dos 163 servidores oriundos das IFES ainda não foram enquadrados. A solução, de acordo com os gestores do órgão, está sendo providenciada. A AGU informou ainda que os enquadramentos publicados a partir de maio do Diário Oficial da União (DOU) terão efeitos financeiros a partir de 1º de junho.

Gratificação
A Condsef cobrou ainda o pagamento da diferença de pontuação da gratificação (GDAA) referente aos meses de julho a dezembro de 2008. A demanda foi feita por meio de ofício para que a avaliação feita no período sofresse ajustes conforme alterações promovidas pela Lei 11.907/09. Os gestores da AGU pediram que a Condsef reenviasse o ofício contendo essa reivindicação. Foram pedidos ainda esclarecimentos com relação às metas institucionais traçadas pela Portaria 124/09 da AGU. Foi assegurado pelos gestores que as metas serão reavaliadas.

A Condsef continua acompanhando e cobrando do governo solução para todas as pendências que vêm prejudicando os servidores da AGU. A entidade trabalha também para que o relatório final do GT contemple todos os itens que precisam ser reestruturados para gerar uma carreira eficiente e que atenda as necessidades da categoria. O momento exige reforço na mobilização dos administrativos da AGU. Esta semana, a categoria deve participar das atividades na Esplanada dos Ministérios em defesa de sua pauta específica e da pauta geral dos servidores federais. A Condsef, suas filiadas, em conjunto com a CUT e outras entidades do setor, vão realizar ato unificado para pressionar o governo e garantir os acordos firmados no ano passado, manutenção das negociações pendentes, além de combater o desmonte dos órgãos públicos.

Fonte: Sintsep-GO com Condsef

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inss inicia greve nesta terca feira dia 16

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Em guerra com o governo desde o início do ano, servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) prometem iniciar hoje uma greve por tempo indeterminado. A categoria é contrária à ampliação da jornada de trabalho de 30 horas para 40 horas semanais, promovida na última negociação salarial, e quer a incorporação de uma gratificação no contracheque. Por causa da paralisação, o funcionamento das agências de atendimento no Distrito Federal e em outros 18 estados do país deverá ser alterado.

Entidades ligadas aos funcionários exigem a revisão da medida que aumentou a carga de trabalho e reduziu remunerações. A mudança, que vale desde o dia 1º deste mês, está prevista na Lei 11.907 — aprovada em fevereiro. O texto, originado na medida provisória 441, atualiza tabelas salariais, autoriza reajustes de 29,4% a 141,8% — escalonados até 2011 — e reorganiza sob novas bases a linha de frente do INSS. “Houve atropelo por parte do governo. Essa discussão sobre a jornada estava dentro do grupo de trabalho, mas não avançou”, disse Inês Marques, diretora do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social no DF (Sindprev-DF).

Assim como na semana passada, quando a plenária nacional de sindicatos apoiou o indicativo de greve, o Ministério da Previdência não se pronunciou oficialmente sobre a ameaça dos servidores. Na última sexta-feira, porém, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, em caráter liminar, que o protesto é ilegal e abusivo. Provocado pelo governo, o tribunal determinou a suspensão da paralisação por considerar que o ato causará prejuízos à sociedade. O STJ ainda estipulou multa diária de R$ 100 mil reais em caso de descumprimento da decisão. Na lei que reajustou os salários dos servidores do INSS a ampliação da carga horária está expressa. Um dos artigos reforça que “é facultada a mudança”, com corte proporcional na remuneração. As entidades sindicais contestam e não aceitam condicionar trabalho extra a salário.

Fonte: Correio Braziliense (16/06/09)

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marcha na esplanada plenaria e pressao no congresso marcam 2 quinzena de ju

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A partir da próxima segunda-feira, 15, o Sintsep-GO, a Condsef – e todas as suas filiadas – realizam atividades importantes em defesa da pauta de reivindicações dos servidores de sua base. Na terça, 16, o Conselho Deliberativo de Entidades (CDE) se reúne para fazer um balanço do processo de negociações e discutir a agenda de mobilizações do próximo período. No dia 17, quarta, a Esplanada dos Ministérios será palco de mais uma grande manifestação que deve reunir servidores de todo o Brasil. As filiadas à Condsef devem participar em massa trazendo caravanas dos estados. O objetivo é pressionar o governo pelo cumprimento dos acordos já firmados. Em julho está programada mais uma parcela de reajustes para uma série de categorias. Está prevista também passagem pelo Congresso Nacional, onde os servidores farão corpo a corpo com parlamentares solicitando apoio à pauta da categoria. Entre outras coisas, os servidores pedem a derrubada do Projeto de Lei Complementar (PLP) 92/07, que propõe a criação de Fundações Estatais de Direito Privado. A categoria protesta contra o desmonte no setor público e cobra uma verdadeira reestruturação a partir da construção de diretrizes de plano de carreiras. No dia 18 a Condsef realiza sua Plenária Nacional.

Além da Condsef, participam do ato a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e entidades do setor público. Todos unidos em torno da agenda de reivindicações que compõe a Campanha Salarial 2009 dos servidores públicos federais. Entre as cobranças firmadas em acordo está a abertura de negociação para discutir reajuste nos benefícios pagos aos servidores. A Condsef luta para que haja isonomia nos valores entre os Três Poderes. Servidores do Executivo recebem valores defasados nos auxílios-alimentação, transporte e contrapartida dos planos de saúde. A entidade também cobra ações efetivas dos grupos de trabalho (GTs) que já foram instalados e pressa para instalar aqueles que ainda aguardam o início dos debates. Muitas categorias têm também acordos para discutir tabela salarial para 2010.

Olho em agosto
A pressão tem razão de ser. Todas as pendências que envolvem acordos firmados previstos para 2010 precisam ser reportadas pelo Executivo no relatório orçamentário que deve seguir para o Congresso em agosto. O tempo é curto e por isso a Condsef convoca toda sua base a pressionar o Ministério do Planejamento e buscar apoio junto a parlamentares para que todos os acordos sejam cumpridos e as negociações continuem abertas. “Esse é um momento de união. Devemos manter nossa mobilização para garantirmos um desfecho positivo em defesa dos servidores e serviços públicos brasileiros”, convocou Josemilton Costa, secretário-geral da Condsef.

Fonte: Sintsep-GO com Condsef

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