funai governo rompe acordo e cancela implantacao plano de carreira indigenist

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A notícia de que o Governo Federal não vai levar adiante a implantação do

Plano de Carreira e Cargos Indigenista (PCCIn) dos servidores da Funai caiu como uma bomba no Sintsep/GO. Revoltados pela falta de compromisso do governo, a diretoria

do sindicato vai realizar, em caráter de urgência, reuniões de mobilização com o máximo possível de servidores do órgão em Goiás, no decorrer desta semana. “Devemos

responder imediatamente, até mesmo com paralisações se necessário”, afirmou o presidente do Sintsep/GO, Ademar Rodrigues.

O anúncio de que o PCCin não seria levado adiante foi dado no último dia 27, em reunião no Ministério do Planejamento, que contou com a presença do diretor de

administração da Funai, Celso Alberici e do companheiro representante do Sintsep/GO e servidor da Funai em Goiás, Eronildo Cavalcante. Para a Condsef, que também

participou da reunião juntamente com representantes da comissão nacional de servidores do órgão, a atitude é inadmissível, já que o Planejamento havia assegurado que

as propostas apresentadas seriam honradas. Uma tabela havia sido apresentada à categoria em 2007 e precisava apenas de ajustes.

Diante desse impasse, uma nova reunião deve acontecer entre os dias 7 e 11 de abril. Em seguida, a Condsef vai convocar uma plenária nacional do setor para se discutir

ações no sentido de agilizar o processo de negociações com o governo.

Em concordância com o pensamento da Condsef, a direção do Sintsep/GO acredita que o momento exige reação rápida dos servidores em todo o Brasil. Assembléias devem ser

realizadas nas próximas semanas para que a categoria possa definir até por uma possível mobilização para fazer com que o governo garanta o compromisso que assumiu com

os servidores da Funai. “Não vamos aceitar o desprezo do governo e da direção do órgão. A Funai não pode ser colocada à margem desse processo”, afirmou o diretor da

Condsef, Sérgio Ronaldo da Silva.

Divergências internas
A justificativa do governo de que o recuo teria ocorrido por divergências internas, que “tornaram a implantação da carreira indigenista impossível neste momento” não

convenceu os trabalhadores. “O debate para implantação do PCCIn já vem ocorrendo há mais de cinco anos, tempo para que qualquer obstáculo interno fosse superado. Falta

mesmo é vontade política”, aponta Ademar.

De forma contraditória, o Planejamento assegurou que as negociações sobre a carreira da Funai vão continuar. Mas, por enquanto, a categoria segue lotada no Plano Geral

de Cargos do Poder Executivo (PGPE), e será contemplada pela tabela apresentada para esse setor.

Para a direção do Sintsep/GO, essa atitude do governo é um recado claro de que os servidores não devem se desmobilizar. “Embora muitos acordos tenham sido aprovados, e

isso tenha significado uma resposta aos anseios de várias categorias, não podemos perder de vista o foco da luta. Não adianta aprovar acordos para uns, e deixar outros

de fora, ou beneficiar esta ou aquela categoria, em detrimento de outras. Assim como não adianta avançar em determinados aspectos, deixando à margem da discussão

questões igualmente importantes, como a situação absolutamente desigual dos aposentados, por exemplo. É preciso interpretar as ações do governo, que dá de um lado e

toma de outro, dividindo a força e a ação dos trabalhadores. É justamente essa união, a partir dessa visão mais ampla – de classe trabalhadora – que não podemos

perder”, avaliaram os diretores.

Fonte: Sintsep/GO com Condsef

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marcha na esplanada dos ministerios

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Foram nove �nibus e sete vans, mais de 600 pessoas. Esse foi o

quantitativo de trabalhadores – anistiados, aposentados, servidores – que o Sintsep/GO levou à Brasília, nos dias 25 e 26 de março, para participarem das

manifestações, em nível nacional, junto à Condsef, sindicatos estaduais, CUT, CNTSS e inúmeras outras entidades que se juntaram à luta dos trabalhadores.

Durante os dois dias, foram duas atividades distintas. A primeira, do dia 25, girou em torno dos servidores da Funasa, que reivindicavam a implantação da Gratificação

Especial de Atividade de Combate e Controle de Endemias (GACEN), em lugar da Indenização de Campo. Participaram cerca de dois mil servidores, quase 500 só de Goiás.

“Nesta questão, fomos bem sucedidos. Trouxemos de Brasília a minuta de criação da GACEN da mesa da presidência da Funasa, literalmente”, comemorou o presidente do

Sintsep/GO, Ademar Rodrigues. “Ainda mais porque o Sintsep/GO foi praticamente o pai da idéia. Nós é que propusemos a realização desta atividade, do dia 25, durante a

reunião do Conselho de Entidades da Condsef”, lembrou.

Além disso, durante o ato, os trabalhadores reivindicaram também a inclusão de todos os servidores na respectiva gratificação. “Infelizmente, cerca de cinco mil

servidores – em todo o Brasil – ficaram fora. Ela veio apenas para agentes e guardas. No entanto, nós já marcamos para o dia 08 de abril, em Brasília, uma audiência no

Ministério da Saúde para a inclusão desses trabalhadores, e para tratar de outros assuntos, como plano de carreira, auxílio-alimentação, etc. Audiência esta que foi

marcada diretamente com um assessor do ministro Temporão”, afirmou o sindicalista.

Representantes de 20 estados participaram da atividade que reabriu as negociações com a Funasa, especialmente no tocante aos estados de Goiás, Maranhão, Tocantins,

Amazonas e Bahia. “Em todos eles, os trabalhadores tiveram a indenização cortada desde o mês passado”, disse Ademar.

O presidente do Sintsep/GO foi ainda um dos responsáveis por passar a todos os trabalhadores o resultado de uma reunião entre o Chefe de Recursos Humanos da

Presidência da Funasa, Adalberto Fulgêncio e o coordenador do órgão em Goiás, Rui Gomide, ocorrida na manhã do dia 26. “Juntamente com companheiros do Sindsep/PA, da

Condsef, da CNTSS, CUT e várias outras entidades, tivemos a oportunidade de repassar a todos as linhas gerais do que será a futura GACEN, que terá o valor de R$ 590,00”, contou.

Ademar, apesar de otimista com o caminho das negociações, advertiu. “Precisamos continuar mobilizados. O que vai garantir que os acordos realmente sejam cumpridos e

que obtenhamos vitórias em outras bandeiras de luta – que são chaves – como a paridade, o retorno da data-base, a implantação das mesas de negociação e o direito de

greve, será a nossa união”.

SEGURIDADE E PGPE – Outra boa notícia trazida pelo sindicalista foi a assinatura do acordo entre o governo e os trabalhadores da carreira da Seguridade Social e do

PGPE. “Conseguimos que eles fossem assinados ainda na noite do dia 25”, informou o sindicalista.

Marcha pela Esplanada
Grande parte da caravana do Sintsep/GO, que chegou a Brasília no dia 25, dormiu na Capital, para participar da grande marcha do dia 26. Mais de cinco mil

trabalhadores, de 22 estados do Brasil, tomaram conta da Esplanada dos Ministérios, reivindicando do governo Lula o cumprimento de bandeiras históricas.

Após concentração em frente à Catedral de Brasília, os trabalhadores pararam temporariamente a marcha em frente ao Ministério do Planejamento, onde pronunciaram falas

em defesa de bandeiras trabalhistas como paridade, data-base, mesa de negociação, redução da jornada de trabalho e direito de greve.

A atividade seguiu da Esplanada para o Congresso Nacional, e deu seu recado. Os servidores mostraram que, apesar de algumas categorias terem conquistado pequenos

avanços e garantido reestruturação de tabelas salariais com reajustes escalonados, outros acordos ainda precisam ser garantidos e muitas reivindicações seguem na ordem

do dia. Com excelente participação, os aposentados da base da Condsef foram destaque e também mostraram ao governo que não estão dispostos a engolir a quebra da

paridade.

No Congresso, centenas de servidores acompanharam o lançamento da campanha em defesa da aprovação das Convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho

(OIT) que tratam da regulamentação da negociação coletiva e devesa da estabilidade no setor público. A Condsef deve promover ações para destacar a importância da

aprovação dessas convenções internacionais.

Audiência Pública
A atividade foi finalizada com uma Audiência Pública no auditório Nereu Ramos que, segundo Ademar, foi importante para defender agilidade na votação da Medida

Provisória (MP) que deve seguir para o Congresso até o final deste mês. Muitos parlamentares foram ao auditório manifestar apoio às pautas de interesse dos servidores

públicos. Vários deputados lembraram dos projetos que tramitam na Câmara e no Senado e que põe em risco direitos dos servidores públicos. Entre os exemplos foram

citados os projetos que defendem limitações ao direito de greve, ameaçam a estabilidade dos servidores e propõe a criação da Previdência Complementar para o setor

público.

Além da CUT e Condsef, participaram das atividades desta quinta a CNTSS, Fasubra Sindical, Proifes, CNTE, Fenajufe, Unacom, Unafisco Sindical, Sinal, Sinait e

Sinasempu.

Plenária da Condsef
Ao final da Audiência Pública, o Sintsep/GO realizou ainda assembléia com os servidores de Goiás presentes no ato. Foram retirados nove delegados e um observador, que

participaram da Plenária da Condsef, na manhã do dia 27. Entre as propostas da delegação goiana, acatadas em nível nacional, estão:

-A criação de uma comissão para formular uma proposta técnica de inclusão dos servidores da Funasa não contemplados com a GACEN;
-Realização de encontro nacional dos Aposentados, com ato específico em prol da paridade;
-Realização de Assembléias, em todos os estados, com servidores da Funasa que ficaram fora da GACEN para que se mantenham mobilizados.

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fazendarios aguardam nova tabela

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Em reunião com representantes do governo nesta quinta-feira (27), a Condsef recebeu a

confirmação de que as melhorias solicitadas na tabela salarial dos administrativos fazendários serão acatadas. A expectativa é de que a proposta para a categoria vá no

pacote de reajustes que deve seguir para o Congresso Nacional até o final deste mês. A principal mudança solicitada pela Condsef da última tabela apresenta está em

transformar o Vencimento Básico (VB) na principal parcela do contracheque dos servidores. Nas propostas de todas as categorias que firmaram acordo com o governo o VB

apresenta valores maiores que as gratificações de desempenho. A Condsef não viu motivos para que a tabela dos administrativos fazendários fosse diferente. A entidade

espera receber a nova tabela com as alterações já nesta sexta-feira (28).

Também ontem, a Condsef realizou uma plenária que apontou algumas ações, principalmente contra a quebra da paridade. Em abril, a entidade realiza um seminário para

servidores aposentados e pretende agendar uma atividade em Brasília reunindo a categoria para um protesto em frente ao Palácio do Planalto. A Central Única dos

Trabalhadores (CUT) deve se juntar a Condsef na luta em favor desse direito dos servidores, reconhecido pela Constituição.

Na plenária, foram referendados também os acordos que garantem reajustes para cerca de 800 mil servidores. Apesar de comemorar alguns avanços no processo de negociação

com o governo, a Condsef reconhece que há muito ainda o que conquistar. “Não podemos perder de vista a necessidade de continuar nossa luta e manter a categoria

mobilizada para brigar pela merecida valorização dos servidores públicos”, disse Luís Carlos de Alencar, diretor da Condsef que participou da coordenação desta

plenária.

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servidores movimentam esplanada nesta terca e quarta feira

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Nesta terça e quarta-feira (25 e 26), a Esplanada dos Ministérios será

palco de atividades que têm por objetivo chamar a atenção do governo para demandas de diversas categorias. Na terça (25), a partir das 9 horas, servidores da Fundação

Nacional de Saúde (Funasa) se reúnem em frente ao Ministério da Saúde. Os funcionários farão vigília na expectativa de serem recebidos pelo ministro José Temporão

(Saúde). A categoria luta pela solução de problemas antigos e que comprometem diretamente atividades de combate a endemias como dengue e febre amarela. Já na quarta

(26), em frente à Catedral, a partir das 9 horas, a Condsef espera caravana de diversos estados. A entidade participa de marcha que tem como uma de suas bandeiras a

luta pelo cumprimento integral de acordos e compromissos firmados pelo governo. Além disso, os servidores devem pressionar para que os reajustes já negociados sejam

enviados ao Congresso por Medida Provisória (MP) e não via Projeto de Lei (PL). Mais de 600 trabalhadores de Goiás, organizados pelo Sintsep-GO, participam das

atividades.

Muitas negociações de setores da base da Condsef ainda estão em andamento e a entidade briga para que esses servidores também tenham garantidos reajustes com impacto

já em 2008. CUT (Central Única dos Trabalhadores) e outras entidades representativas do setor público também participam do ato. Os servidores vão cobrar ainda a

definição de Diretrizes de Plano de Carreira e abertura de um canal de debates para melhorar os auxílios-alimentação, creche e planos de saúde fazem parte dessa pauta

de reivindicações.

Será dada a largada também na luta pela aprovação das convenções 151 e 158. A quebra da Paridade segue como um dos principais desafios impostos pelo governo aos

servidores.

Indenização e outras pendências
Na terça, a Condsef, juntamente com o Sintsep-GO (idealizador da ação), cobrou também a apresentação da proposta que o governo teria preparado para substituir a

indenização de campo por uma gratificação fixa. A criação dessa gratificação corrige um problema técnico que ameaça todo mês mais de 25 mil servidores. A entidade quer

que o governo apresente ainda solução para o problema dos intoxicados da Funasa. A falta de infra-estrutura em equipamentos de proteção individual e coletiva também é

um dos problemas a ser superado.

Com a atividade em frente ao Ministério da Saúde os servidores da Funasa buscaram chamar a atenção para o processo de desmonte do órgão. A categoria quer uma resposta

imediata do governo para todos esses problemas que acabam colocando a população a mercê de doenças como a dengue que, só no Rio de Janeiro, contaminou quase 25 mil

pessoas e matou mais de 45 este ano.

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negociacoes continuam depois do feriado

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O Ministério do Planejamento confirmou uma agenda de reuniões para esta

semana com setores que ainda não fecharam negociações com o governo. O primeiro encontro acontece neste dia 25, terça-feira, com DNIT e Imprensa Nacional. No dia 29 é

a fez dos docentes dos Ex-territórios. Os servidores da Ciência e Tecnologia tiveram reunião confirmada para o dia 10 de abril. A Condsef (Confederação dos

Trabalhadores no Serviço Público Federal) continua cobrando do governo o cumprimento dos acordos feitos com os setores de sua base e segue acompanhando o andamento

daqueles que foram firmados. A entidade se prepara para participar de uma marcha na Esplanada dos Ministérios na próxima quarta, dia 26. CUT (Central Única dos

Trabalhadores) e outras entidades representativas do setor público também participam do ato.

Além de pressionar para que os reajustes já negociados sejam enviados em regime de urgência por Medida Provisória (MP) ao Congresso Nacional, os servidores vão

defender a manutenção das negociações em curso e dar a largada na luta pela aprovação no Congresso Nacional das convenções 151 e 158.

A cobrança de uma definição de Diretrizes de Plano de Carreira e abertura de um canal de debates para melhorar os auxílios-alimentação, creche e planos de saúde fazem

parte dessa pauta de reivindicações. A quebra da Paridade segue como um dos principais desafios impostos pelo governo aos servidores. A Condsef avisou que não vai

deixar de lutar também por esse direito.

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pci servidores da funai aguardam proposta de tabela salarial

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Na última quinta-feira, dia 20, a Condsef voltou ao Ministério do

Planejamento onde cobrou a implantação do Plano de Cargos Indigenista (PCI), compromisso assumido com os servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) em 2007.

Acompanhada da Comissão Nacional de servidores do órgão, a Condsef defendeu a implantação do PCI ainda em 2008. A entidade lembrou do documento enviado ao secretário

de Recursos Humanos, Duvanier Ferreira, no ano passado que, entre outras coisas, reivindica melhorias na proposta que foi elaborada sem a participação da categoria. O

Planejamento agendou uma nova reunião na próxima quinta-feira (27) onde discute apenas a situação da Funai. Para deixar os servidores preparados, a Condsef recomenda

que suas filiadas divulguem as resoluções do último encontro nacional da categoria que aconteceu em dezembro. A entidade continua cobrando a apresentação da proposta

de tabela salarial do setor e espera que o Planejamento faça isso antes do dia 27.

Apesar de ainda aguardarem a apresentação de uma tabela, os servidores da Funai, que hoje fazem parte do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), por enquanto

se encaixam nessa proposta. Mas como um acordo foi assumido com a categoria, a Condsef briga para que o governo o cumpra como disse que faria com todos os setores em

negociação.

Marcha – Para defender o cumprimento de todos os acordos e garantir a manutenção das negociações ainda em curso, a Condsef participa com a CUT e outra entidades

do setor público, de uma marcha a Brasília no próximo dia 26. A luta pela aprovação no Congresso Nacional das convenções 151 e 158 também está na ordem do dia.

A cobrança de uma definição de Diretrizes de Plano de Carreira e abertura de um canal de debates para melhorar os auxílios-alimentação, creche e planos de saúde fazem

parte dessa pauta de reivindicações. A quebra da Paridade segue como um dos principais desafios impostos pelo governo aos servidores. A Condsef avisou que não vai

deixar de lutar também por esse direito.

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dia 26 condsef convoca servidores a participar de ato em brasilia

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Apesar do avanço nas negociações entre servidores e governo, o acordo que

garantiu reajustes a cerca de 800 mil servidores públicos de dez setores não resolve todos os problemas do setor. Também não atende a todas as demandas acumuladas

durante anos pela categoria. Para continuar avançando nas conquistas e cobrar do governo a atenção que os servidores merecem, a Condsef (Confederação dos Trabalhadores

no Serviço Público Federal) participa com a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e outras entidades do setor público de uma marcha a Brasília. O ato, que acontece no

dia 26, quarta-feira, terá como uma de suas bandeiras a luta pelo cumprimento integral de todos os acordos e compromissos firmados com diversas categorias. Muitas

negociações de setores da base da Condsef ainda estão em andamento e a entidade briga para que esses servidores também tenham garantidos reajustes com impacto já em

2008.

Entre os setores que ainda não firmaram acordo e esperam o reinício de um processo de negociação com o governo, marcado para abril, estão os administrativos da AGU,

servidores do DNOCS, Imprensa Nacional, FNDE, Fundo da Marinha Mercante e Arquivo Nacional. A Condsef também cobra uma agenda de negociações para servidores da Ciência

e Tecnologia, Agências Reguladoras e docentes dos Ex-Territórios. A entidade não quer que nenhum setor de sua base fique sem negociar e com acordos pendentes.

Além de pressionar uma agenda de negociação, a marcha do dia 26 também servirá para defender um diálogo mais intenso sobre a criação de diretrizes de Plano de Carreira

no setor público. As disparidades entre carreiras nos Três Poderes ainda são enormes e a Condsef quer que o governo dê início ao tão falado plano de isonomia no setor

público pelo Executivo Federal, onde já existem sérias distorções salariais. “Não é possível falarmos em melhorar o atendimento público sem antes discutirmos melhoras

na estrutura funcional desse setor”, argumentou Josemilton Costa, secretário-geral da Condsef.

Outra grande bandeira que será levantada na marcha do dia 26 é a defesa para que o Congresso Nacional aprove as convenções 151 e 158 da OIT. A Condsef quer garantir

ainda a abertura de um canal de debates para melhorar os auxílios-alimentação, creche e planos de saúde. A quebra da Paridade segue como um dos principais desafios

impostos pelo governo aos servidores. “Marcharemos também para lembrar que vamos continuar cobrando nossos direitos e a Paridade é um deles”, disse Costa. “Portanto,

queremos participação intensa da categoria nessa marcha, para mostrar ao governo que ainda lutamos por muito mais conquistas”, convocou.

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com reajustes assegurados para 800 mil condsef luta por mais conquistas

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A Condsef participou ontem (13), da audiência com o ministro Paulo

Bernardo (Planejamento) que sacramentou acordos garantindo reajustes a cerca de 800 mil servidores do Executivo Federal. A intenção do governo é encaminhar até o dia

20 uma medida provisória (MP) contemplando as categorias que firmaram acordos. Neste grupo estão Incra, HFA, Cultura, administrativos da Polícia Federal, PGPE,

Seguridade Social, entre outras categorias. O envio desse pacote de medidas é resultado de um longo processo de negociação que envolveu mobilizações e greves de todos

esses setores. Para a Condsef, esta é apenas a primeira etapa. “Temos uma lista extensa de reivindicações e nossa luta por mais conquistas continua a todo vapor”,

disse o secretário-geral, Josemiton Costa. No dia 26, a Condsef se junta à CUT e outras entidades do setor público para uma grande marcha a Brasília. O cumprimento de

todos os acordos, a manutenção das negociações e a luta pela aprovação das convenções 151 e 158 serão alguns dos destaques da atividade.

Durante a audiência que ainda contou com a presença do ministro da Previdência, Luiz Marinho, e de vários gestores dos órgãos que firmaram acordos, a Condsef ressaltou

a importância de continuar negociando, principalmente com os setores que ainda não tiveram propostas apresentadas. A entidade também fez críticas quando avaliou que as

negociações poderiam ter avançado mais, caso o governo quisesse. O secretário de Recursos Humanos do Planejamento, Duvanier Ferreira, afirmou que a disposição é

finalizar todas as negociações ainda pendentes.

Demandas não acabam – A Condsef aproveitou a oportunidade para destacar várias dessas pendências, entre elas iniciar a negociação com servidores da Ciência e

Tecnologia que ficou garantida pelo governo. Falta ainda a instalação de Grupos de Trabalho (GT) da Cultura e do Incra que irão discutir gratificações de incentivo à

qualificação. Além disso, a Condsef destacou a necessidade da abertura de concursos em diversos órgãos para recomposição da força de trabalho no setor público.

A entidade pediu ainda maior atenção do governo ao problema dos servidores intoxicados da Funasa. A definição de Diretrizes de Plano de Carreira e abertura de um canal

de debates para melhorar os auxílios-alimentação, creche e planos de saúde também fazem parte da pauta de reivindicações que a Condsef vai continuar cobrando. A quebra

da Paridade segue como um dos principais desafios impostos pelo governo aos servidores. A Condsef avisou que não vai deixar de lutar por esse direito.

Depois que outras entidades e gestores públicos se pronunciaram, Paulo Bernardo garantiu que tudo será feito para que mais reivindicações sejam atendidas.

Unidade continua fundamental – Apesar de considerar os recentes avanços positivos, a Condsef reconhece que as condições ideais de trabalho estão longe de ser

realidade. Mas para a entidade, é possível acumular novas conquistas desde que os servidores estejam unidos nesse propósito e atentos para denunciar ataques a

direitos, falta de infra-estrutura, desigualdades salariais e todos os problemas que ainda prejudicam a categoria e impendem que o Brasil tenha um serviço público de

qualidade. “A Condsef vai continuar como um dos principais agentes na luta em defesa de melhores condições para nossa base e qualidade de atendimento para a

população”, defendeu Josemilton.

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governo se compromete a encaminhar tabela para fazendarios ate sabado

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Na última quinta-feira, dia 13, em reunião com representantes dos

ministérios da Fazenda e Planejamento, a Condsef voltou a cobrar o cumprimento do acordo que garante a implantação de um plano de cargos para administrativos

fazendários. Com a intenção do governo de encaminhar um pacote de medidas provisórias (MPs) com reajustes para uma série de categorias do Executivo, foi destacado que,

por falta de condições orçamentárias, os impactos da tabela salarial fazendária também teriam que ser renegociados. Como quer o cumprimento do acordo, a Condsef

solicitou que o plano fosse incluído no mesmo pacote das categorias que já firmaram acordo. Diante da solicitação, o governo concordou em apresentar as tabelas com

repactuação de prazos até sábado. Uma reunião deve acontecer na próxima semana para que a Condsef se posicione sobre a aceitação ou não da proposta. As tabelas devem

seguir os moldes do que foi apresentado para outros setores.

O plano de cargos fazendário vem sendo discutido desde 2005 quando foi criado um Grupo de Trabalho (GT) com a participação de servidores de diversos estados. Após

algumas greves realizadas pela categoria, o governo concordou em assinar termo de compromisso que garantia a criação de uma carreira para administrativos do setor.

Perto de fechar um acordo, as negociações foram suspensas com o anúncio da necessidade de repactuar prazos. À época, o Ministério do Planejamento alegou que o

orçamento seria afetado com o fim da CPMF.

No início do ano, as negociações foram retomadas e categorias como Incra, Cultura, HFA, PGPE, Seguridade Social, administrativos das escolas federais, fiscais

agropecuários, entre outros, chegaram a um consenso e garantiram reajustes escalonados até 2010. A Condsef espera que o mesmo aconteça com os servidores do Ministério

da Fazenda para que a categoria assegure a reestruturação de sua tabela salarial.

A entidade aguarda o envio oficial da proposta do governo para continuar mantendo suas filiadas informadas das novidades.

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cde condsef quer negociar melhorias em tabelas para pgpe e seguridade

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Com a presença de representantes de mais de 20 estados, o Conselho

Deliberativo de Entidades (CDE) da Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) analisou as tabelas salariais apresentadas pelo governo para

Seguridade Social (veja aqui) e Plano Geral do Poder Executivo (veja aqui). Juntos esses setores reúnem quase 500 mil servidores entre ativos e

aposentados. Na última terça-feira, dia 11, a Condsef foi ao Ministério do Planejamento para negociar melhorias nas duas tabelas. Também participaram do encontro CUT e

CNTSS. Entre as solicitações que foram feitas está a antecipação dos prazos para implantação das propostas, prevista para 2011. A Condsef quer o mesmo tratamento dado

a outras categorias, como o Incra que fechou acordo escalonado até 2010. A entidade quer negociar ainda melhorias nos percentuais de reajuste, principalmente para 2008

que, em alguns casos, não chegam a 1%.

Outros assuntos serão incluídos na pauta. A Condsef quer que o governo garanta uma agenda para negociar questões como plano de saúde; além de melhorias nos auxílios-

alimentação e creche. Os valores pagos aos servidores do PGPE e Seguridade estão entre os menores da administração pública e encontram-se defasados.

Durante o CDE, a maioria das entidades concordou que é importante dar um passo adiante nas negociações. A expectativa da Condsef é que o Planejamento receba e acate as

alterações que serão propostas para que servidores e governo tenham condições de chegar a um acordo em breve.

Luta por aposentados continua – A Confederação segue lutando para reduzir os abismos salariais que vêm afastando ativos e aposentados. Com a política do governo

de conceder gratificações produtivistas a quebra da paridade se tornou algo comum na administração pública e deve ser combatida, já que este é um direito garantido ao

servidor público pela Constituição.

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